Em relação ao próximo

em relação ao próximo
Conviver, relacionar-se é inerente à condição humana.

Para bem vivermos em sociedade, desenvolvemos, ao longo dos séculos, conquistas civilizatórias capazes de tornar a convivência mútua mais suave, mais agradável.

Assim, hoje não é mais aceitável que dejetos sejam jogados em via pública. Na Idade Média, no entanto, isso era corriqueiro. Considerado comportamento comum.

Na atualidade, faz parte da educação respeitar os locais públicos, tais como prédios, jardins, parques, o transporte coletivo, a escola.

Esse é nosso primeiro movimento positivo em relação ao próximo: a educação.

Agimos educadamente quando cedemos o lugar à pessoa idosa no transporte, assim como quando respeitamos a fila e a vez das pessoas, em qualquer lugar.

Porém, pensando no próximo, podemos ir um pouco mais além.

Por exemplo, além de educados, podemos ser simpáticos.

Assim, se somos educados ao cumprimentar o caixa do supermercado, poderemos ser simpáticos se o cumprimentarmos com um sorriso.

Somos simpáticos quando perguntamos ao porteiro Como vai?, extrapolando a educação que nos pede simplesmente para saudá-lo.

A simpatia gera laços de relação com nosso próximo, o que a mera educação não exige e a civilização não obriga.

Entretanto, podemos não nos limitar a sermos simpáticos, agradáveis. Em alguns momentos, a vida nos sugere que sejamos mais que isso.

É o convite para nos servirmos da empatia, esse exercício de nos colocarmos no lugar do outro para compreendermos suas dificuldades.

A empatia nasce, justamente, da compreensão emocional das dificuldades e problemas alheios.

Com empatia, julgamos menos e compreendemos mais porque entendemos as limitações e circunstâncias do próximo. Como consequência, teremos um olhar mais doce para ele.

Até mesmo as reações mais desagradáveis do outro nos atingirão de forma mais amena, com menor intensidade.

E, além da empatia, é possível estreitar ainda mais os nossos laços, em relação ao próximo.

Nesse sentido, o movimento mais nobre que podemos exercitar é o da compaixão.

Se a empatia é a compreensão, a compaixão é a ação.

Tomados de compaixão, somos capazes de extrapolar nossos interesses a fim de agir em benefício do outro, sem nenhum ganho pessoal.

Na compaixão nosso movimento é o de minimizar as dores de quem padece, física ou moralmente.

A compaixão é a dinâmica do amor colocada em ação.

Educação, simpatia, empatia e compaixão são movimentos amorosos.

Ao exercitá-los, lembremos que há sempre um patamar acima, onde podemos avançar nas conquistas íntimas de nossa alma.

Se somos educados, adicionemos ao nosso comportamento a simpatia.

Se a simpatia já é nossa conquista, avancemos pelos degraus da empatia.

Se já compreendemos o outro nas suas dificuldades, avancemos tentando minimizá-las, tomados de compaixão.

Dessa forma, a pouco e pouco, avançaremos, no baita desafio que nos propõe Jesus, de amar ao próximo como a nós mesmos.

Redação do Momento Espírita em 4.5.2017.

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