Desencarnação de Allan Kardec

morte e luzHippolyte-Léon-Denizard Rivail - Allan Kardec - faleceu em Paris, rua e passagem Sant’Ana, 59, 2ª circunscrição e mairie de la Banque, em 31 de março de 1869, na idade de 65 anos, sucumbindo da ruptura de um aneurisma.

Unânimes sentimentos acolheram a dolorosa notícia, e numerosíssima concorrência acompanhou ao Père Lachaise, sua derradeira morada, os despojos mortais daquele que fora Allan Kardec, daquele que, através dos tempos, brilhará como um meteoro fulgurante na aurora do Espiritismo.

Quatro orações foram proferidas à beira do túmulo do Mestre: 
 
A primeira, pelo Sr. Levent, em nome da Sociedade Espírita de Paris; 
 
A segunda, pelo Sr. Camilo Flammarion, que não fez somente um esboço do caráter de Allan Kardec e do papel que cabe aos seus trabalhos no movimento contemporâneo, mais ainda, e sobretudo, um exame da situação das ciências físicas, no ponto de vista do mundo invisível, das forças naturais desconhecidas, da existência da alma e da sua indestrutibilidade. 
 
Em seguida, tomou a palavra o Sr. Alexandre Delanne, em nome dos espíritas dos centros afastados; 
 
E, depois, o Sr. E. Muller, em nome da família e dos seus amigos, dirigiu ao morto querido os últimos adeuses.

Todos os jornais da época se ocuparam da morte de Allan Kardec e procuraram medir-lhe as conseqüências. Eis aqui, a título de lembrança, o que a esse respeito escrevia o Sr. Pagès de Noyez, no Journal de Paris, de 3 de abril de 1869:

“Aquele que por tão longo tempo ocupou o mundo científico e religioso sob o pseudônimo de Allan Kardec, chamava-se Rivail e morreu na idade de 65 anos.

O despojo mortal de Allan Kardec repousa no Père Lachaise, em Paris, sob modesta lápide erigida pela piedade dos seus discípulos; é aí que se reúnem todos os anos, desde 1869 (11), os adeptos que têm guardado fidelidade à memória do Mestre e conservam preciosamente no coração o culto da saudade.

Extraído da obra de Henri Sausse - Biografia de Allan Kardec, com fonte no “Reformador” de abril de 1957, pág. 93
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Sobre o autor: Cele São Francisco de Assis

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