Estudo da lei da acao e reacao

 
Vamos, hoje, estudar um pouco a lei de Ação e Reação.

Se Deus é o Pai Amantíssimo, que nos dedica tanto amor, e que se revela tão sábio e poderoso, por que será que permite o nascimento de seres com deficiência?

Por que será que nascem, no mundo, bebês com deficiências cerebrais graves?

Allan Kardec fez esta pergunta aos Espíritos Instrutores na questão:

372. Que objetivo visa a Providência criando seres desgraçados, como os cretinos e os idiotas?

E a resposta é clara:
 
“Os que habitam corpos de idiotas são Espíritos sujeitos a uma punição. Sofrem por efeito do constrangimento que experimentam e da impossibilidade em que estão de se manifestarem mediante órgãos não desenvolvidos ou desmantelados”.

E, ainda, na questão seguinte:

373. Qual será o mérito da existência de seres que, como os cretinos e os idiotas, não podendo fazer o bem nem o mal, se acham incapacitados de progredir?

“É uma expiação decorrente do abuso que fizeram de certas faculdades. É um estacionamento temporário.”

Interrogado sobre o assunto, Chico Xavier diz que a deficiência não é obra divina. No livro: Chico Xavier, dos Híppies aos Problemas do Mundo, de 1972, o querido médium esclarece:

“Uma criança doente é uma obra de Deus mutilada em nossas mãos. Mas isso não vem de Deus, porque Deus nos criou para a harmonia, para a felicidade. Agora, criamos os mecanismos do sofrimento, da expiação, em nós mesmos. O inferno reside em nossa própria mente, quando infernizamos a nossa vida e quando entramos num processo de culpa intensivo, absoluto, em que conscientemente estragamos a nossa vida cerebral, o nosso mundo mental. Obstruindo os canais do equilíbrio, perdemos a conexão com aqueles que são os benfeitores máximos da nossa vida, e eles mesmos, por amor a nós, ajudam, nos colocando em braços de mães maravilhosas, de pais abnegadíssimos, que nos auxiliam em nossa própria reestruturação. Nada dói tanto como uma criança doente. Muitas vezes, ouvi amigos com muita experiência da vida indicando a eutanásia para os casos de idiotia. Mas, em nome de Jesus, nunca devemos fazer isto!...”.

De outra feita, perguntaram a ele:

“Como entender o martírio de uma criança que nasce mutilada?”.

E a resposta dele está no livro Chico Xavier em Goiânia, na questão:

14: “Quando perpetramos determinado delito e instalamos a culpa em nós, engendramos o caos adentro da própria alma e, regressando à Vida Maior, após a desencarnação, envolvidos na sombra do processo culposo, naturalmente padecemos em nós mesmos os resultados dos próprios atos infelizes. Reconhecendo isso, desejamos intensamente voltar à Terra nas condições que traçamos para nós mesmos. Se armamos o braço contra alguém e destruímos a vida de alguém, conscientemente, na Vida Maior, muitas vezes, nos sentimos amargurados com aquele segmento de nosso corpo espiritual que se transformou em veículo da nossa própria perda, e rogamos permissão às Leis Divinas para renascer, em processos de mutilação correspondentes, quase sempre ao lado daqueles mesmos que se fizeram nossos devedores ou que se transformaram igualmente em benfeitores nossos e que, na Terra, nos auxiliam por amor”.

No livro Na Era do Espírito (Editora GEEM, 1973), composto em parceria com J. Herculano Pires, Chico Xavier consignou o poema intitulado Romance na Vida, de autoria de Alphonsus de Guimaraens, que retrata a história pretérita de um menino excepcional cuja mãe se encontrava presente na sessão em que o poema foi psicografado. E pediu cópia da mensagem a Chico. Eis, na íntegra, o poema Romance na Vida:

No campo, em que o luar engrinalda a escumilha,
O par freme de amor, a noite dorme e brilha.
Ele, o poeta aldeão, era humilde pastor;
Ela, a fidalga, expunha a mocidade em flor.
Ao longe da mansão, quantos beijos ao vento!…
Quantas juras de afeto à luz do firmamento!
Em certa noite, a eleita envia antigo pajem
Que entrega ao moço ansioso imprevista mensagem.
“Perdoe” – a carta diz – “se não lhe fui sincera
Desposarei agora o homem que me espera.
Nunca deslustrarei o nome de meus pais.
Nosso amor foi um sonho… Um sonho. Nada mais”.
Chora o moço infeliz, sem ninguém que o conforte,
Surdo à razão, anseia arrojar-se na morte.
Corre à choça de taipa. A gesto subitâneo,
Arma-se em desespero e arrasa o próprio crânio.
Foi-se o tempo… E, no Além, o menestrel suicida
Era um louco implorando um novo corpo à vida.
Um dia, a castelã, no refúgio dourado,
Morre amargando, aflita, as lições do passado.
Pendem alvos jasmins do féretro suspenso,
Filhos clamam adeus em volutas de incenso.
Largando-se, por fim, dos enfeites de prata,
Sente-se agora a dama envilecida e ingrata.
Lembra o campo de outrora e o pobre moço aldeão,
Pede para revê-lo e rogar-lhe perdão.
Encontra-o, finalmente, em vasta enfermaria,
Demente, cego e mudo em angústia sombria.
Ela suporta em pranto a culpa que a reprova,
Quer voltar para a Terra e dar-lhe vida nova.
A eterna Lei de Amor no amor se lhe revela,
Retorna ao corpo denso em aldeia singela.
Hoje, mãe a sofrer, fina-se, pouco a pouco,
Carregando no colo um filho mudo e louco…
E enquanto o enfermo espraia o olhar triste e sem brilho,
Ela vive a rogar: “Não me deixes, meu filho!…”
O romance prossegue e os momentos se vão…
Bendita seja a dor que talha a perfeição.

Estão aí, portanto, razões mais do que suficientes para entendermos a deficiência mental e as doenças dolorosas que atingem fetos e crianças. Sejam quais forem as condições em que a vida se apresente, ela é valiosa e deve sempre ser preservada. Enfrentemos, pois, os percalços e as vicissitudes com fé e coragem, porque fazem parte do processo de evolução. Um dia, quando o amor for nosso lema e nosso estilo de vida, todas as imperfeições serão superadas.

Hoje, aqui, agora, valorizemos a vida que o nosso Pai nos concedeu, seja ela como for. 

Marlene Nobre , para o programa Portal de Luz - Folha Espírita


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Sobre o autor: Geraldo V Laps

1 Comentários:

  1. Anônimo6:04 PM

    Este artigo nos faz refletir o quanto é importante cuidar dos nossos atos e pensamentos. Que sejam de amor afim de aceitar nossas imperfeições e dos outros que convivemos para que aqui conquistemos mais uma etapa de evolução acordadas anteriormente no mundo espiritual.
    Adriane Soares de Almeida Módulo I Sábado - Manhã

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