A criança e o prazer de ler


Escrito por Rita Foelker -  (RCE - Set 2011)


Muitos estudiosos têm destacado a importância de introduzir a leitura no dia-a-dia da criança. Segundo Richard Bamberger(1), se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo seu desenvolvimento como ser humano.


Já falamos do valor da leitura, não só para o aumento do conhecimento, mas da observação de aspectos da vida e da capacidade de comunicação com o mundo. Mesmo sabendo disto, muitas pessoas não são leitoras habituais, hoje em dia.


Muitos de nós desenvolvemos aversão pela leitura porque nossos professores nos obrigavam a ler textos sem grande interesse para nós, associando esta tarefa a trabalhos e notas. Foram, quase sempre, experiências negativas.


Uma das maneiras de incentivar a criança a ler é propiciar-lhe experiências positivas não só com a leitura mas, estendendo o pensamento de Bamberger, também com a literatura e com a linguagem.


Vejamos alguns exemplos:


Leitura: Ler com a criança pode ser um bom começo. Este pode ser um momento de grande prazer e troca afetiva. Também ajuda, se o adulto é um leitor habitual, tendo o livro como um bom companheiro, para que ela observe sua relação com o livro e também fique motivada a ler.


Literatura: Para gostar de livros, é preciso conhecê-los. O contato sensorial com o livro é muito importante. Por que não incluir uma boa livraria em nossos passeios com as crianças? Porque não levá-las a eventos de contadores de histórias? Por que não oferecer mais livros de presente, em lugar de tantas coisas descartáveis que elas costumam ganhar?


Linguagem: Fazer jogos com palavras e frases é um jeito divertido de desenvolver o gosto pelo mundo das letras e das palavras. As crianças não-alfabetizadas ou iniciando a alfabetização podem fazer jogos orais, como parlendas, rimas e trava-línguas. As que já lêem e escrevem têm um oceano de opções, além das que citamos: caça-palavras, cruzadinhas, desembaralhar as letras, forca, palavra-chave, etc.


Sugestões:


1. Jogo cooperativo: E-I-H-A-C-R-O-S. Com estas letras, forme o maior número possível de palavras. Vamos ver quantas nossa turma consegue? Faça o jogo individualmente, primeiro e, depois, em grupo, observando como juntos conseguimos mais que sozinhos.


2. Marca-páginas divertidos. Feitos em dobradura, eles vão ser um motivo a mais para a criançada gostar dos livros.


Infância


A infância é o sorriso da existência no horizonte da vida.


Representa esperança que o pessimismo não pode modificar. É mensagem de amor para o cansaço no refúgio do desencantamento, a fulgir no sacrário da oportunidade nova.


É experiência em começo que nos compete orientar e conduzir.


É luz a agigantar-se aguardando o azeite do nosso desvelo.


É sinfonia em preparação... nota solitária que o Músico Divino utilizará na sucessão dos dias para a grande mensagem ao mundo conturbado.


Atendamos o infante oferecendo, à manhã da vida, a promessa de um futuro seguro.


Nem a energia improdutiva;
nem o caminho pernicioso;
nem a assistência socorrista prejudicial às fontes do valor pessoal;
nem a negligência em nome da confiança no Pai de todos;
nem a vigilância que deprime;
nem o arsenal de descuidos em respeito falso ao futuro homem ...


Mas, acima de tudo, comedimento de atitudes com manancial farto de recursos pessoais e exemplos fecundos, porquanto as bases do futuro encontram-se na criança de hoje, tanto quanto o fruto do porvir dormita na flor perfumada de agora.


Cuidemos do infante, oferecendo o carinho fraterno dos nossos recursos, confiados de que, um dia seremos convidados a oferecer ao Pai Misericordioso o resultado da nossa atuação junto àquele cuja guarda esteve aos cuidados do nosso coração.


Autor: Bezerra de Menezes - Psicografia de Divaldo Franco.
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Sobre o autor: CELESFA

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