Centros de Força, um conceito espirita


O fisiologista refere tudo ao que vê. Orgulho dos homens, que julgam saber tudo e não admitem haja coisa alguma que lhes esteja acima do entendimento.

(Livro dos Espiritos, parte segunda, capitulo II, pergunta 147)




O espiritismo foi codificado por Allan Kardec sobre três pilares : ciência, filosofia e religião. Estruturada em 1.019 perguntas e resposta aos espiritos superiores e publicada no Livro dos Espiritos em 1857, fecha para algumas correntes todo o entendimento e explicações da doutrina. Nada que foi publicado a posterior (que não seja da lavra de Kardec) é considerado crivel de pertencer ao espiritismo.

Fechados em seu egoísmo dogmático, não aceitam a profícua obra de Chico Xavier e Divaldo Franco (entre outros) como "literatura espírita". Ignoram o texto acima relatado na segunda parte do Livro dos Espiritos - Segunda Parte : "Do Mundo Espiritual ou mundos dos espíritos" - capitulo II - Materialismo :

Pergunta 147. Por que é que os anatomistas, os fisiologistas e, em geral, os que aprofundam a ciência da Natureza, são, com tanta freqüência, levados ao materialismo?

“O fisiologista refere tudo ao que vê. Orgulho dos homens, que julgam saber tudo e não admitem haja coisa alguma que lhes esteja acima do entendimento. A própria ciência que cultivam os enche de presunção. Pensam que a Natureza nada lhes pode conservar oculto.”

Assim, perdidos em sua presunção de que Kardec revelou todos os mistérios da natureza, nada mais poderia ser considerado dali para frente. Considerando que este pensamento reducionista resume a um controle que o proprio codificador criou para evitar mistificação (já citado aqui neste blog, como o CUEE - Controle Universal do Ensino dos Espiritos). Vale dizer que o mecanismo preconizava que qualquer informação obtida por um médium, teria que ser confirmada por outro.

Pois nem Chico Xavier e nem Divaldo Franco tiveram suas obras reescritas por outros médiuns, colocando assim estes autores no "index" de "não-espíritas" por estas correntes.

Apesar disto, outras correntes, que aceitam as obras de Chico e Divaldo, continuam seu profícuo trabalho em prol da doutrina, divulgando-a e a vivenciando.

Uma das questões controversas (pelo grupo contra as novas publicações) é os centros de força ou o termo que mais abominam : chacras (ou chakras). Em duas obras do espírito André Luiz (Missionários da Luz e Entre a Terra e o Céu), os conceitos são amplamente divulgados e explicados.

Em Missionários da Luz, capitulo III, o espirito assistente Alexandre fala sobre a epífese, este revelação antecipa descobertas terrenas mais tarde confirmadas por estudos realizadas pela American Medical Association, do Ministério da Saúde dos EUA. Pesquisadores como Sérgio Felipe de Oliveira, da área de Psicobiofísica do Hospital das Clinicas de São Paulo dizeram que buscaram no livro citado informações sobre a glandula pineal (ou epifese). Diz ele que desde o colégio, estudando Filosofia, ficou impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal. E quando entrou na faculdade, correu atrás das questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo. E por volta de 1979/80, estudou a obra Missionários da Luz, do Espírito André Luiz, psicografada por Chico Xavier.

Em Entre Terra e o Céu, capitulo XX, o ministro da colonia Nosso Lar, Clarêncio, explica que "... Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado..."

Clarêncio classificou os centros de força do perispírito em sete regiões, cujas funções, resumidamente, assim definiu:

- centro coronário, o mais importante, por ser o que recebe primeiro os estímulos do espírito. É o que se liga à mente e comanda os demais por meio de vibrações. Sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e dos recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica, é o grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade Superior capazes de favorecer a sublimação da alma, segundo o Instrutor;

- centro cerebral, que comanda as percepções do corpo físico, como a visão, a audição, o tato e demais atributos da inteligência (palavra, cultura, arte, saber);

- centro laríngeo, que preside os fenômenos vocais;

- centro cardíaco, que sustenta os serviços de emoção e do equilíbrio geral;

- centro esplênico, regulador da distribuição e circulação dos recursos vitais do corpo;

- centro gástrico, responsável pela assimilação dos alimentos e fluidos em nossa organização; e

- centro genésico, em que se localiza as forças do sexo, modelador de formas e estímulos.

Sendo assim encerramos e explicamos, de maneira sintética, que a questão dos centros de força encontra registro nas obras supracitadas de André Luiz, não pairando dúvidas a respeito de que, sim, Centros de Força são um conceito espirita.
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Sobre o autor: Geraldo V Laps

3 Comentários:

  1. Bem esclarecedor este post. Era bom divulgar na escolinha, mais uma forma de estudo.
    abraços.

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  2. Eu simplesmente amei a aula de hoje,comecei a entender o sentido de muitas coisas que estão acontecendo em minha vida estou muito feliz de estar participando desta escolinha tão maravilhosa com estas pessoas tbm maravilhosas obrigada por existirem em minha vida.

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  3. Eu gostaria de saber de que forma e quando a Cromoterapia entrou nas casas espíritas, pois depois saiu das casas espíritas por proibição da FEB.

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