A superação da dor e do sofrimento

Todos nós num planeta de provas e expiações convivemos com dor e prazer.  Isso é inevitável.


TRAUMA: Swallowing the WallImage by krystianmajewski via FlickrSegundo a Doutrina Espírita são provas escolhidas pelo espírito para crescimento e evolução.

A questão é o quanto nos apegamos à dor e o quanto nos apegamos ao prazer?

Aprendemos desde muito cedo que temos que evitar o sofrimento e ir à busca do prazer. A única coisa que esquecemos é que, neste nosso mundo, nada é permanente. 

O maior aprendizado que podemos adquirir é transcender a dor. 

Temos que estar alertas e receptivos para perceber o que aquela experiência pode nos ensinar.

Parece fácil e simples de entender, mas a maioria não está preparada para superar o sofrimento. Infelizmente muitos se mantêm na dor por longo tempo, presos a situação que a gerou.  Tudo vai depender da atitude. O sofrimento só será permanente se nos agarrarmos cegamente a ele, sem permitirmos que nenhuma outra realidade possa surgir em nossas vidas.

Segundo o Dr. Julio Peres, psicólogo clínico, doutor em Neurociência e autor do livro “Trauma e Superação” que deu nome a este título:
“A teoria da ‘Reação universal ao trauma’ foi relativizada a partir de estudos que mostram um grau de variedade individual em processar os eventos ocorridos durante a vida e as emoções básicas. Muitas vítimas de agentes estressores procuram apoio profissional, literatura, apoio de amigos, enquanto outros enfatizam o silêncio, o isolamento, o colapso e ou a vitimização.”

Essa não exteriorização do sofrimento e a negativa em procurar ajuda, é o principal fator que colabora para a perpetuação do sofrimento.

“A memória traumática pode alterar o equilíbrio psicológico, biológico e social de um indivíduo, matizando suas futuras experiências com o desenvolvimento dificultoso de processos cognitivos.

A lembrança específica de episódios ocorridos pode disparar a formação de padrões defensivos de comportamento (por exemplo medos exarcebados em situações que não mais oferecem riscos), que se tornam inapropriados ao momento atual, trazendo desajustes significativos à vida cotidiana.”

O vídeo abaixo, de responsabilidade e criação do Fórum Espírita. mostra mais a respeito do assunto, confira:


Comentários