O amor não morre

Um compositor brasileiro teve oportunidade de se expressar quanto ao amor, dizendo que O amor é eterno enquanto dure.

É, com certeza, uma visão parcial do amor. Talvez a visão de um amor não verdadeiro. 

Uma tênue aparência de amor.

A vida nos mostra exemplos inúmeros de que o amor não fenece, não se extingue. Nem o tempo, nem as circunstâncias mais adversas o apagam.

- você não sabe como é estranho ter que pensar...Image via WikipediaFoi por essa razão que Ida Brown escreveu para o editor de um jornal, dizendo de sua fidelidade à sua coluna. E pedindo um favor.

Ela dizia ter oitenta anos, ser viúva e se encontrar em uma casa de repouso. Contava que, aos dezessete anos, se apaixonara por um rapaz.


 

Ele era pobre e sua família recém-chegada do Leste Europeu. Ela era rica, de família influente, quarta geração de americanos vindos da Alemanha.

Ele tinha vinte e três anos. Amavam-se. A família de Ida, contudo, não desejando, de forma alguma, aquele consórcio, a levara para a Europa por quase um ano.

Quando ela retornara, seu grande amor não estava mais na cidade. Parecia ter desaparecido da face da Terra. Ninguém sabia para onde ele fora.

Ela acabara por se casar, mais tarde, com um homem maravilhoso com o qual vivera por cinquenta anos. Mas, ele morrera há um ano e agora, ela não conseguia senão pensar no antigo amor.

Desejo encontrar Harry, é o que ela escrevia. A única pista que lhe posso fornecer é o nome dele completo e o antigo endereço.

E concluía a carta com um Aguardo com fé e ansiedade a sua resposta.

O homem, embora cheio de afazeres, se emocionou com a carta e prometeu a si mesmo ajudá-la.

Várias semanas depois, ele fez uma viagem e foi até a Casa de Repouso.

Foi ao sexto andar e falou com um cavalheiro idoso, mas elegante, com os olhos brilhando de inteligência e energia.

Depois, o tomou pelo braço e o levou até o elevador. Desceram ao terceiro andar, onde Ida estava esperando.

O encontro foi dos mais emocionantes. Sem que soubessem, os dois estavam morando na mesma Casa de Repouso, há cinco meses, a três andares de distância.

Algumas semanas mais e o editor do jornal retornou à mesma Casa de Repouso.

Desta vez, para assistir ao casamento de Ida e Harry, com mais de cinquenta anos de atraso.

*   *   *

Você pode pensar que esta é mais uma história ideal para um filme hollywoodiano. Pode ser. Mas a arte imita a vida, se serve de exemplos de amor para os imortalizar nas telas.

O amor existe. Aí estão milhares de casais a dizer que ele é verdadeiro. E nada o arrefece.

O verdadeiro amor é profundo como o mar, infinito como o céu.

Cultivemo-lo!

Redação do Momento Espírita, com base em história do livro
Pequenos milagres, v. II, de Yitta Halberstam e Judith Leventhal,
 ed. Sextante e penúltima frase colhida no cap. XLIV, do livro
Depois da morte, de Léon Denis, ed. Feb.

Comentários

  1. Olá Geraldo, meu querido!
    Eu acredito que enquanto amor genuíno, amor maior, fomos capacitados, embora não exercitemos em sua máxima, para amarmos uns aos outros. Muitas vezes me perguntam se é possível amar a duas pessoas ao mesmo tempo. Ama-se a várias pessoas ao mesmo tempo, de formas diferentes, com o propósito desse sentimento que nos é intrínseco. Quando vejo casos assim, penso no amor que identifica almas, naquele que elegemos como companhia de viagem. Podemos nos sentar nesse trem e ter várias companhias e até apreciarmos a viagem, porém, ao nosso lado, sabemos com quem gostaríamos de dividir as impressões e os sentimentos dessa viagem. Esse alguém pode demorar a entrar e não sabemos em qual estação acontecerá a sua entrada, mas ele se sentará ao nosso lado! Enquanto isso, muitos "irmãos" nos acompanham e nos ajudam a tornar a viagem mais agradável, mas o lugar continua reservado para aquele que dará sentido à essa viagem. Linda história!
    Grande beijo,
    Jackie

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  2. O verdadeiro amor não se esquece...
    O tempo passa, tudo passa, mas no peito o amor permanece.

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  3. Anônimo7:50 PM

    Ola... Vivi quase 10 anos com uma pessoa tenho um filho com ela mais por erros o nosso relacionamento acabou. Hoje sou casado tenho outro filho,tenho um carinho muito forte p ela mais não consigo esquecer a mãe do meu primeiro filho. Ela esta só ate hoje e agente continua tendo contato. E a cada vez que eu ha vejo meu coração fica apertado,querendo estar com ela,querendo refazer o caminho mais de forma diferente. Gostaria de concertar meus erros de tempos atras. Não sei,meu coração não consegue esquecer,ela demostra tb gostar de mim ate hoje mas pelo fato de eu ser casado ela evita a aproximação e eu não consigo esconder de ninguem o quanto ela mexe comigo! As vezes eu choro e não tenho vergonha de dizer que penso muito nela e as vezes por dias e noites! Me pergunto se esse amor esta mal resolvido,sera um amor de outra vida??? Oque eu faço?? Obrigado

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    1. Caro Amigo Anônimo,

      O Espiritismo nos ensina que a maioria dos lares terrestres se constitui de casamentos provacionais. Em existências passadas, tivemos relacionamentos afetivos que reencontramos nesta vida. Muitas vezes pessoas muito amadas cruzam nosso caminho e relembramos de fatos marcantes.

      Mas a reencarnação objetiva a aprendizados que nem sempre são agradáveis.

      Todos nós erramos, e para isto recebemos novas oportunidades de aprender a errar menos (ou não errar).

      Amores mal resolvidos são comuns, e como tal, passíveis de tentativas(de acerto) a posterior em novas vidas.

      Assim, os casamentos "provacionais" são reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.

      Tente entender que nossas escolhas são soberanas, mas os efeitos também.

      Faça um exame de consciência e veja qual dos relacionamentos seria mais "construtivo" e tome uma decisão (que é somente sua).

      Espero que minha opinião tenha lhe ajudado.

      Paz e Luz

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