Ação e reação


Foi gente para a cadeia, outros pagaram com a vida, e os que fizeram jus tiveram sua quota de alegria. Era a ficção mostrando a realidade da vida no final da novela O Profeta: nenhuma ação deixará de ter sua reação.

Somos os arquitetos e construtores do nosso próprio destino, das nossas penas e gozos presentes e futuros. A justiça divina apresentada pela espiritualidade na obra O Céu e o Inferno nos mostra que cada um é responsável pelas próprias faltas. Ninguém sofre penalidades pelas faltas alheias, a menos que para isso tenha dado algum motivo, como deixando de impedi-las quando podia fazê-lo. Embora haja uma grande infinita diversidade de punições, existem aquelas que são inerentes à inferioridade dos Espíritos, cujas conseqüências são mais ou menos idênticas. Como exemplo, pode-se citar os excessivamente apegados à vida material e descuidados do crescimento espiritual, quando desencarnam, há uma lentidão no processo de separação entre o Espírito e o corpo e nas angústias que acompanham a morte e o despertar na outra vida, com perturbações que podem durar de meses até anos. Para o criminoso, a visão incessante de suas vítimas e das circunstâncias do crime é um suplício cruel. Alguns Espíritos são mergulhados em trevas, outros em isolamento absoluto, atormentados pelo fato de não saberem qual a sua condição e o seu destino. Muitos ficam privados de verem seus entes queridos.

O meio de evitar ou atenuar as conseqüências de nossas faltas na vida futura é desfazer-se da maior quantidade possível de defeitos na vida presente. Reparar aqui mesmo os erros praticados, para não ter que corrigi-los mais tarde e de maneira mais dura. Reencarnamos muitas vezes em situações de provas, mas se não soubermos aproveitá-las, voltaremos para expiá-las em situações mais severas, como as tetraplegias, paralisias cerebrais, deficiências mentais, dentre tantas doenças, pois é na vida corporal que o Espírito repara o mal de suas existências anteriores. É assim que se explicam as misérias e as dificuldades que à primeira vista parecem não ter razão de ser, mas na verdade são justas e servem para nosso adiantamento.

Sejam quais forem a perversidade e a inferioridade moral dos Espíritos, Deus jamais os abandona. Todos têm o seu anjo da guarda que vela por ele, agindo de maneira oculta, sem interferir no livre-arbítrio, pois cada um deve melhorar-se pela própria vontade. É a justiça divina, não criando favoritismo para nenhuma de suas criaturas, dando a todo o mesmo ponto de partida. A via da felicidade está aberta a todos e as leis de Deus gravadas na consciência de cada um.

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Sobre o autor: Geraldo V Laps

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