Fatalidade

Eu entendo que a fatalidade existe no momento da morte, do nascimento e nas condições da vida de relação a que nos submetemos.

Considerando que somos espíritos viajantes do tempo, e temos conseguido Experiências, que nos cumularam de conhecimentos morais e intelectuais.

Sabendo, ainda, que pela nossa liberdade de escolha, avançamos de acordo aos nossos conhecimentos, mais ou menos felizes.

Reconhecendo que escolhemos, segundo esse entendimento, o gênero das provas que nos possibilite obstáculos apropriados ao exercício e fortificação do nosso Espírito, segundo o nosso cometimento.

Sabedores, ainda, do fato de que tudo o que nos fere o íntimo, enquanto Encarnados, e, portanto, com as dificuldades próprias da matéria, em espírito, não conceituamos da mesma maneira, embora algumas questões nos suscitem mais o orgulho.

Quero fazer entender aqui que, nem tudo o que nos afeta, enquanto encarnados, ou no estado de vigília, nos afeta da mesma forma desencarnados ou em emancipação do corpo material.

Considerando o fato de podermos escolher o gênero de provas e, com isto, traçarmos a nossa fatalidade, assim como a nossa vida de relação se depara com a fatalidade das leis naturais imutáveis, pois do contrário criar-se-ia o caos, em tentando atender a todos.

Porém, essa fatalidade ou determinismo que o materialismo tenta imputar à nossa vida, este não existe, porque assim não teríamos o livre-arbítrio, e seriamos como máquinas, e muito mais, não seriamos responsáveis pelos acontecimentos, assim como difícil seria conceituar evolução intelecto moral.

Embora muitos estudiosos tentem imputar à fatalidade certos acontecimentos da vida, analisando com a ciência e eximidos de idéias preconcebidas.

Constatamos sempre uma falha humana, seja de disciplina na execução, falta de atenção, ignorância pelo fato de não ter sido orientado pelo superior etc.

Como espíritas, podemos contestar, mas e o fato da ingerência do mundo espiritual na vida de relação? Todos sabemos que ela é, de acordo com os nossos cometimentos, boa ou má, além de tudo, Deus propicia a cada um o protetor que lhe inspira para o bem. E, ainda, se tivermos vontade firme e forte nos desvencilhamos do jugo prepotente dos maus.

Por isso, creio que a morte e o nascimento, são, mesmo, as fatalidades que devamos considerar.

Todas as outras ocorrências, ditas fatais, são efeito de nosso livre-arbítrio.

Luiz Gonzaga (Luiz Gonzaga Scalzitti nasceu em 28 de Setembro em São Paulo, capital. Formado em Química Industrial. Mora em Rio Claro, cidade do interior do Estado de São Paulo. É espírita desde 1982, trabalhador e dirigente do Centro Espírita Astral Superior. Participante do movimento espírita da cidade na USE-Rio Claro. É criador de listas de discussão e mensagens espíritas, além de participar de outras como a ADE-SP, e a ABRADE.)

Comentários