A reencarnação explica a existência dos gênios da humanidade


Não obstante, as exceções demonstram, nos gênios como nos idiotas, a independência do reencarnante em relação às matrizes genéticas.” – Joanna de Ângelis

Como a ciência atual não admite a reencarnação, lança mão, para explicar a genialidade, das exceções, como ilustra a reportagem da revista “VEJA”, edição nº 1977, do dia 11/10/2006. Vamos a uma parte do texto: “Dos vencedores do Prêmio Nobel nas categorias medicina, química e física anunciados na semana passada, um chama atenção não apenas pela importância do trabalho, mas pelo sobrenome. O bioquímico americano Roger Kornberg, ganhador do Nobel de Química, é filho de Arthur Kornberg, um dos vencedores de 1959 em medicina. Os Kornberg são a décima família a ter mais de um membro entre os vencedores do Nobel. A façanha ressuscita um antigo debate sobre se genialidade é ou não hereditária. Entre todos os clãs de cientistas, a história dos Curie é a que mais alimenta essa discussão. Quatro familiares conquistaram a maior honraria acadêmica.” Mais abaixo a reportagem é mais lógica quando revela: “Em que medida a herança genética determina o sucesso de uma pessoa, no entanto, permanece uma controvérsia. Nos anos 70, o milionário americano Roberto Graham criou um banco de sêmen de ganhadores de Prêmio Nobel, com a finalidade de gerar novos gênios. Como encontrou poucos voluntários – menos de cinco – Graham incluiu também amostras de professores e estudantes universitários com altas notas nos testes de QI. Dos mais de 240 bebês nascidos desse material, quinze foram localizados décadas depois. Nenhum deles se tornou um gênio ou teve uma carreira brilhante.” Como todas as explicações seriam mais lógicas se os ensinamentos da Doutrina Espírita fossem analisados com menor preconceito...
Recordemos Joanna de Ângelis no livro “Temas da Vida e da Morte”, 1ª ed. FEB, psicografia de Divaldo: “As leis de Mendel, estudadas largamente, vieram contribuir de modo eficaz para o equacionamento de muitos enigmas nos diversos capítulos da hereditariedade. No entanto, se complementam os conceitos do Transformismo e do Evolucionismo, não interpretam inúmeros quesitos da realidade da vida biológica. É inegável que os caracteres adquiridos são transmissíveis e que os filhos, os descendentes em geral, herdam de pais e ancestrais as parecenças físicas, a morfologia, as posturas e outros sinais de identificação, o mesmo não ocorrendo nas áreas psíquica, psicológica e emocional.” (grifo nosso) Continua a venerável Mentora: “Pais geniais e antepassados doutos não geram, necessariamente, filhos sábios, tanto quanto artistas e guerreiros não procriam símiles.D e igual forma, homens incultos e viciosos não reproduzem vidas caóticas semelhantes, exceto quando degenerescências físicas impõem limitações e distúrbios de variada ordem.” Valendo-nos dos ensinamentos dos Espíritos responsáveis pela Codificação ao abordarem no Livro dos Espíritos o assunto sobre idéias inatas, lembramos que “os conhecimentos adquiridos em cada existência não se perdem. Libertado da matéria, o Espírito os conserva. Durante a encarnação, ele pode esquecê-los em parte momentaneamente, mas a intuição que deles guarda ajuda o seu adiantamento. Sem isso, deveria sempre recomeçar. O Espírito parte, em cada nova existência, do ponto em que chegou na existência anterior.” – questão nº 218. Na pergunta seguinte, quando Allan Kardec indaga a origem das faculdades extraordinárias de indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, a resposta nos esclarece que trata-se de “Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do qual não tem consciência. O corpo muda, mas o Espírito não muda, embora troque de vestimenta.” Fico a imaginar o quanto a ciência seria mais racional e mais lógica se a verdade da reencarnação já fosse aceita, mesmo que como tese a ser demonstrada. No entanto, ainda se procura na matéria as explicações que a matéria não nos pode dar de maneira completa, de maneira que sacie a sede de esclarecimentos que as desigualdades da vida fazem desfilar diante de nossos olhos a cada dia, cobrando as razões que não confrontem a Justiça perfeita de um Criador absolutamente imparcial, com os aparentes privilegiados que possamos conhecer.
Abolir a reencarnação como justificativa para a existência de gênios que os diversos campos da ciência conheceram ao longo da história da Humanidade é manter aberta a porta do convite ao materialismo, com todo o cortejo de idéias infelizes baseadas no princípio do salve-se quem puder.
Reencarnação 21/11/2006 O autor é escritor e expositor espírita na cidade de Tupã-SP

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