Acidente com o avião da Gol: exemplo de resgate coletivo


Há alguns dias investiga-se as causas que teriam levado o avião da Gol a colidir com o jatinho Legacy. O que se tem descoberto é um conjunto de falhas, mas nada conclusivo. E talvez nem se chegue a um consenso. Analisando pela ótica espírita, o que podemos afirmar é que na vida, nada acontece por acaso. Tudo tem uma razão de ser, mesmo quando os fatos nos parecerem trágicos demais. Parece-nos ser mais um exemplo de resgates coletivos que nos são narrados pelos Espíritos, ou seja, situação na qual um grupo de pessoas que em outra existência tenham transgredido às leis divinas através de atitudes semelhantes, e o resgate da dívida feito na atual vivência, de forma coletiva.

Narra-nos o Espírito André Luiz na obra Ação e Reação, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier, um caso de desastre aéreo, no qual o piloto certamente enganado pelo denso nevoeiro, não pôde evitar o choque da grande aeronave que veio a espatifar-se contra a montanha.

Analisando as origens da prova a que foram submetidos os envolvidos no acidente relatado na obra citada, o Espírito Druso comenta que certamente cometeram faltas em outras épocas, atirando irmãos indefesos da parte superior de torres altíssimas para que seus corpos se espatifassem no chão; suicidas que lançaram-se de altos picos ou edifícios, que por enquanto só encontraram recursos em tão angustiante episódio para transformarem a própria situação.

O instrutor Druso relatou também outro episódio acontecido no século XV, no qual Ascânio e Lucas, que compunham o exército de Joana D'Arc, famintos de influência junto aos membros das armas, não hesitaram em assassinar dois companheiros lançando-os do alto de uma fortaleza sobre fossos imundos. Embriagaram-se nas honrarias, que no além-túmulo renderam-lhes torturantes remorsos. Para liquidarem suas dívidas, suplicaram à espiritualidade, seus retornos à matéria reencarnando na condição de trabalhadores no campo da aeronáutica. Regressaram ao mundo espiritual, depois de haverem sofrido a mesma queda mortal que causaram aos colegas no século XV.

E os pais dos que são vítimas desses desastres? É o que deve estar se perguntando o digno leitor. Conforme nos esclarecem os Benfeitores Espirituais, as entidades que necessitam passar por essas penas, também não por acaso fazem parte dessas famílias. São cúmplices no passado, de delitos lamentáveis.

Como nos instruem sempre os Espíritos, a dor coletiva é o remédio que corrige falhas mútuas. Ninguém se eleva a pleno Céu, sem a plena quitação com a Terra.

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Sobre o autor: Geraldo V Laps

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