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04 setembro 2016

Por Divaldo Franco, Professor, médium e conferencista


Rio 2016  - Divaldo
Transcorreu com o brilho esperado a Olimpíada, que se caracterizou pelo desfile contínuo dos campeões dos esportes que deslumbram as multidões. 

O Brasil correspondeu à expectativa e foi mais além desde a apresentação que a todos nos surpreendeu até o momento final. Nada houve que chocasse a opinião mundial, nem mesmo qualquer tentativa de atentado terrorista lhe diminuísse a grandeza.

A polícia realizou o seu mister com o equilíbrio possível e soube agir com elevação nos casos complexos dos comportamentos de alguns atletas irresponsáveis. Alguns dos acontecimentos lamentáveis acontecem em toda parte, porque, infelizmente, pertencem à natureza humana ainda primária, sem a formação ética para os momentos de elevação nacional.

Agora estamos nos dias da Paralimpíada que, lamentavelmente não recebe o mesmo apoio dos veículos de comunicação nem os investimentos necessários para demonstrar a grandeza moral do ser humano, após a vivência de sofrimentos inimagináveis que foram superados. 

Na Olimpíada a beleza do corpo e sua elegância, a audácia e coragem dos atletas chamam a atenção e fascinam. Nada obstante, na Paralimpíada, igualmente há corpos belos e mutilados, reformulados e nobres capazes de ultrapassar os limites impostos pelas tragédias do cotidiano e pelos denominados infortúnios.

Esses heróis, exemplos vivos do poder da vontade, do valor do enfrentamento quase contra o impossível, são dignos de ser aplaudidos e copiados, porquanto não se detiveram no habitual estado de vítimas das circunstâncias, demonstrando que o espírito conduz a matéria. 

As terríveis provações a que foram submetidos pela necessidade da evolução espiritual de maneira alguma impediram-nos de alcançar as metas da existência e continuarem demonstrando que o amor pela arte, pela beleza, pela vida são o objetivo essencial da existência humana.

Todos deveremos aprender a superar as dificuldades existenciais.

Parabéns a esses notáveis desportistas!

28 maio 2016

Palestrante Michele Ponzoni dos Santos
Com o tema "Em busca da saúde integral, o CELE  promove o seu 3° Simpósio, o evento está acontecendo nesta data, e fará uma abordagem espírita sobre doenças, suas causas e consequências em relação às energias negativas que circulam o corpo espiritual e físico.

Pela manhã, a palestra magna será proferida pela psicóloga  Michele Ponzoni dos Santos.


Palestrante Dr. Paulo Rogério Aguiar
Pela tarde, a palestra magna será proferida pelo psiquiatra Dr. Paulo Rogério de Aguiar e pela psicóloga Luciana Jobim Valdívia (fotos ao lado).

Palestrante Luciana Jobim Valdívia
Para quem não conseguiu ingressos para o simpósio, ele está sendo transmitido ao vivo pela página do Facebook - http://www.facebook.com/cele.sfa ou pelo Youtube

06 maio 2016

passe não é magnetização

Uma das grandes confusões e relutâncias que encontramos no meio espírita é em relação aos tratamentos espirituais em animais. Já ouvimos inúmeras histórias de pessoas questionando sobre a possibilidade de haver tratamentos espirituais aos seus animaizinhos de estimação e muitos dizem que são destratados nas casas espíritas que frequentam e pior, muitas vezes são orientados a nem sequer considerar sobre este assunto pois foge do cunho doutrinário.

É natural que este assunto seja ainda desconhecido por falta de tempo ou dedicação de estudo, pois numa palavra, precisávamos compreender nossa alma, antes de procurar compreender a dos animais (1). 

Contudo, antes de dizer que alguma coisa foge do cunho doutrinário, lembremos dos ensinamentos de Kardec e de seu bom senso. Tenhamos a clareza que a Doutrina Espírita é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica (2) e devemos sempre levar em conta as evidências que acompanham o progresso da humanidade; especialmente dos ensinamentos das obras subsidiárias que vieram após a codificação. 

Afinal, poderíamos realmente descartar a coleção de livros e conhecimentos trazidos por autores espirituais e estudiosos espíritas como Gabriel Delanne, León Denis, Herculano Pires, Joanna de Ângelis, André Luiz, Emmanuel entre outros?

A má interpretação dos textos nos coloca à mercê de conclusões equivocadas. O famoso caso da mensagem do Espírito Erasto no O Livro dos Médiuns, Cap. XXII, “Da Mediunidade nos Animais”, Item 236 sobre o Sr. T. que magnetizou seu cão e este veio a óbito é prova de um destes equívocos, veja abaixo:

“O Sr. T..., diz-se, magnetizou o seu cão. A que resultado chegou? Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, conseqüentes à sua magnetização. Com efeito, saturando-o de um fluido haurido numa essência superior à essência especial da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre o animal à semelhança do raio, ainda que mais lentamente."
Esta é uma nítida falta de entendimento sobre o assunto, pois a MAGNETIZAÇÃO é diferente de PASSE ESPIRITUAL e o que o Espírito Erasto nos referiu neste trecho não foi sobre a aplicação de passes espirituais em animais e sim sobre a evocação de espíritos animais em trabalhos mediúnicos;
O passe é sem dúvida um ato de amor na sua expressão mais sublimada (3). Ele é uma transmissão conjunta de fluídos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluídos espirituais – oriundos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia, considerada magnetização (4);
Sabendo que a ação magnética pode se produzir de três maneiras diferentes: a) pelo próprio fluído do magnetizador (magnetismo propriamente dito), b) pelo fluído dos Espíritos (magnetismo espiritual) e c) pelos fluídos que os Espíritos despejam sobre o magnetizador e ao qual este serve de condutor, o fluído espiritual, combinado com o fluído humano chamado de magnetismo misto, conclui-se que nas casas espíritas, os passes que acontecem por lá são considerados o de magnetismo misto pois o passista é um intermediário onde ele doa sim seus próprios fluídos, mas também é através dele que opera os fluídos da Espiritualidade Superior amparando a criatura presente (5);
Logo, vemos que o caso do Sr. T e do óbito de seu cão não ocorreu o passe espiritual (magnetismo misto) como conhecemos e que seria perfeitamente possível para os animais, e sim, o magnetismo propriamente dito onde ele aplicou maus fluídos próprios que interferiu no corpo do animal, sem a atuação dos benfeitores espirituais. Os fluidos que emanam de uma fonte impura são substâncias alteradas já que trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia entre outros (5) , portanto sabe-se que o cão não poderia ter morrido pela ação dos amigos espirituais que possuem apenas intenções positivas e benevolentes e sim do próprio médium/magnetizador, o Sr. T que sabe-se lá com qual intenção magnetizou o cão!
Para não restar dúvidas, André Luiz nos traz no livro Conduta Espírita, Cap. 33, Perante os Animais: "No socorro aos animais doentes, usar os recursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de NATUREZA MEDIÚNICA que aplique a seu próprio favor.

A luz do bem deve fulgir em todos os planos." e do querido Herculano Pires em sua obra Mediunidade, Vida e Comunicação, Cap. 11, Mediunidade Zoológica: “A ASSISTÊNCIA MEDIÚNICA aos animais é possível e grandemente proveitosa. O animal doente pode ser SOCORRIDO POR PASSES E PRECES e até mesmo com os recursos da ÁGUA FLUIDIFICADA.”

Por que então, não estendermos o recurso dessa terapia simples, sem contra indicação, aos animais? Haverá algum motivo razoável para que não possamos considerá-los nossos irmãos e merecedores de amparo também? Será que estamos ainda prevalecendo um certo pensamento levianamente antropocêntrico em achar que apenas nós, espíritos em fase de humanidade, merecemos os benefícios dos tratamentos espirituais?

Ora, se nós já sabemos que a lei divina institui a solidariedade entre os seres, por isso, podemos facilmente concluir que a nós seres humanos, Deus outorgou a condução e a proteção de nossos irmãos mais novos, os animais! (6) Saibamos portanto convergir o que temos na codificação e nas obras subsidiárias que vieram para colaborar no entendimento sobre os animais e abrir nosso corações para amparar aqueles que também são filhos de Deus.

___
(1) Revista Espírita, Setembro, Ano de 1865
(2) O que é o Espiritismo, Allan Kardec, Prêambulo
(3) Livro Obsessão e Desobessão, Suely Caldas Schubert, Cap 26, A Importância da Fluidoterapia
(4) FEB - Federação Espírita Brasileira, "O passe nas reuniões mediúnicas", por Marta Antunes Moura
(5) A Gênese, Os Fluídos, Capítulo XIV
(6) Livro Mandato de Amor, por Geraldo Lemos Neto, respondido por Chico Xavier


26 março 2016


sentido religioso
Não posso deixar passar essa Páscoa, sem uma reflexão sobre seu personagem principal, para quem se considera cristão.

E nesse momento de grande tumulto no Brasil e no mundo, com tanta violência e tão denso nevoeiro, estou pensando nos cristãos…

Esses cristãos que compõem a maioria da população brasileira, pelo menos no censo, divididos majoritariamente entre católicos, evangélicos e espíritas.

Esses cristãos que, em sua maioria, não fazem conta dos ensinos de Jesus. Que talvez achem que são palavras poéticas, bonitas, mas preceitos inaplicáveis na vida prática. Ou ainda que são ensinos que só possam ser pensados em relações pessoais, mas nada podem acrescentar às relações sociais, à organização política, à produção econômica… 

Teorias bonitas, mas utópicas, que não são para esse mundo… E no entanto, há dois mil anos que essas belas palavras estão buscando nosso coração e nossa mente e estão sendo semeadas, muito além das relações de indivíduo a indivíduo, sendo justamente o fermento de avanços em todas as áreas, no Direito, na Educação, na Política, na Sociedade, na Economia.

Só para citar três exemplos: um ateu, como André Comte-Sponville, ou um judeu, como Erich Fromm, ou um historiador da Educação, como Franco Cambi, reconhecem que a mensagem de Jesus – essa de fraternidade universal, de igualdade, de valorização dos excluídos – permeia toda a história da civilização ocidental, sendo a base de muitas de nossas conquistas sociais, inspiração de muitos direitos concretizados, vertente do humanismo mais universal que habita mesmo doutrinas, movimentos sociais e leis, que se consideram laicos, mas carregam dentro de si, as sementes cristãs.

E, no entanto, ainda muitos cristãos não conseguem se deixar permear por essa onda refrescante de amor, liberdade, compaixão, humanismo… que sopra das palavras e dos exemplos de Jesus. 

Muitos cristãos que agem com o outro, que se portam socialmente, que trabalham em seus empregos e empreendimentos, que têm uma visão da lei e da justiça, da sociedade e do mundo, em completa oposição ao que ensinou, ao que demonstrou Jesus.

Senão vejamos!

Como pode um cristão ser racista, se a compreensão que lhe felicita é a da fraternidade universal? Se Jesus mostrou que seus discípulos viriam do Ocidente e do Oriente e que todos seriam bem-vindos ao banquete do Reino?

Como pode um cristão discriminar alguém por sua conduta sexual, se Jesus acolheu aqueles que eram considerados “pecadores” e fez questão de, depois de morto, aparecer em primeiro lugar para Madalena, uma prostituta, que os judeus da época julgavam que deveria ser apedrejada?

Como pode um cristão proferir uma frase do tipo: “bandido bom é bandido morto”, se Jesus disse “misericórdia quero e não sacrifício” e ele mesmo morreu entre dois ladrões, acolhendo-os em seu amor?

Como pode um cristão acreditar, pregar e praticar qualquer tipo de violência, armada, física, psicológica, verbal e ainda achar que a violência se justifica, quando Jesus disse que deveríamos “perdoar setenta vezes sete”, que os “mansos herdariam a terra”, e que deveríamos amar os próprios inimigos? E se ele próprio não usou de violência, mas perdoou toda a violência recebida; se deu a outra face e morreu, pedindo que Deus perdoasse seus algozes?

Como pode um cristão lutar pelo poder, trapacear, corromper-se, aviltar-se, para se sobrepor ao próximo, espezinhando quem a ele se interponha, se Jesus disse que “veio para servir e não para ser servido” e que “quem quisesse ser o maior, que fosse o servo de todos”? 

Se ele, que muitos cristãos consideram como o próprio Deus, e nós, espíritas, consideramos como um Espírito perfeito, veio ao mundo, como filho de um carpinteiro, viveu sem poderes e morreu perseguido pelos poderosos?

Como pode um cristão se esfalfar, se atirar a uma luta insana, explorando outros seres humanos, seus irmãos, se corromper, vender seus valores, trair sua pátria, pisar em todos os princípios morais, para acumular dinheiro, para possuir o excesso, quando a muitos falta o necessário, se Jesus disse ao jovem rico que o procurou para segui-lo, que desse todos os seus bens aos pobres, acrescentando em seguida, que seria mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus? E se ele próprio, nascido na pobreza, dizia não ter uma pedra onde encostar a cabeça?

Como pode um cristão desprezar uma criança, fechar o ouvido à sua voz, desvalorizando a infância, negligenciando-a e tantas vezes abusando e usando de vara e violência (como querem os que seguem mais o Velho Testamento do que Jesus), se o Mestre disse “vinde a mim as criancinhas, porque é delas o Reino dos Céus”?

Como pode um cristão ser machista, desrespeitando a igualdade de direitos das mulheres, explorando-as, olhando-as como objeto, usando de violência física ou psicológica contra elas, se Jesus, num tempo em que um rabino (como até hoje entre os rabinos ortodoxos) nem sequer podia encostar numa mulher, deixou que Madalena lhe tocasse, honrou-lhe com a primeira aparição em Espírito, acolhia em seu círculo mulheres, consideradas de má vida, ou mulheres de família, incluindo-as em seus ensinos (como fez com Marta e Maria, as irmãs de Lázaro ou com a samaritana do poço de Jacó, aliás multiplamente discriminada, por ser mulher, por ser samaritana e por ter tido vários maridos…)?

Enfim… como pode um cristão ser tão contrário a todos os ensinos de Jesus?

E como podem nações inteiras, formadas sob a égide do cristianismo, explorarem outros povos, promoverem a guerra, atacarem os mais fracos, dominarem outras nações, exercerem a tortura e matança, ignorando a fome, a injustiça e a marginalidade em que vivem inúmeros povos em todos os Continentes?

Como podem nações que têm suas leis inspiradas na igualdade e fraternidade, que beberam nas fontes do cristianismo, que assinaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que nada mais é do que uma carta laica com uma forte herança cristã, infringirem diariamente suas próprias leis e pisotearem a cada instante essa Declaração?

E agora, como pode um povo como o brasileiro, cujas pesquisas revelam que 99% acredita na existência de Deus, de repente estar possuído dessa fúria selvagem, digladiando-se mutuamente, cuspindo ódio e contaminando até mesmo as crianças?

Não posso me eximir de pensar tudo isso nessa Páscoa!

Parece que a voz do Mestre nos conclama de novo à mansuetude, à compaixão (mesmo com aqueles que consideramos que erraram), ao “não julgueis para não serdes julgados”, ao perdão incondicional e ao amor, acima de tudo!

Parece que a fera que dorme em nós ainda pode ser despertada por uma propaganda maciça, por uma hipnose coletiva, por uma histeria popular – como foi feito na Alemanha nazista ou na Itália fascista, apenas para citar duas situações históricas muito emblemáticas desse processo em que se acorda o monstro, escondido no inconsciente coletivo.

Isso significa o quê? Que ainda não transcendemos as sombras que habitam em nós, que nossa adesão aos valores cristãos é superficial, é fraca, ainda não conseguiu transformar totalmente a fera em ser humano.

Paremos um instante, respiremos fundo e analisemos a situação. Estamos mergulhados num comportamento de massa, irracional e muitos destilam ódio. Paremos antes que seja tarde e lembremos de Jesus! Pode parecer piegas falar assim: mas não é Jesus, que católicos, evangélicos e espíritas dizem seguir? E que mesmo ateus admiram?

Então, não há solução, nem política, nem social, nem econômica, sem os valores essenciais que Jesus ensinou e exemplificou e esses valores são justiça, igualdade, desapego, desprendimento, humildade, compaixão… enfim, o que todos sabemos já há muitos séculos, de cor e salteado, mas que a maioria ainda não teve coragem de colocar em prática.

25 março 2016

Haroldo Dutra Dias falando sobre o verdadeiro significado da Páscoa, e sobre o que se perdeu ao longo dos séculos...


12 março 2016

Realizou-se neste sábado, a aula inaugural da Escola de Médiuns - Módulo I, estiveram presentes, membros da Diretoria executiva e alunos dos três turnos.  Na foto, o Diretor do DTG , Mauricio Machado, a Diretora Social, Angelita Asconavieta e Carolaine Goulart, presidentre do Conselho Fiscal.


 
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20 fevereiro 2016


Quantos anos você acha que tem? 

Quanto tempo gira o seu ponteiro no infinito? 

Quanto tempo pulsa a sua história na galáxia? 

Quanto tempo roda com a Terra no Universo?


Que autoridade tem a idade que você acha que tem?

Descubra vendo o vídeo abaixo


05 fevereiro 2016

É natural que queiramos saber a visão espírita sobre o carnaval. O que o Espiritismo diz sobre o assunto?

Opiniões materialistas de apoio e espiritualistas de condenação reforçam a consagrada dicotomia entre o mal e o bem, a sombra e a luz, o errado e o certo, o material e o espiritual. A visão maniqueísta do a favor ou do contra, do conflito entre dois lados opostos, é tendência comum para registrar o posicionamento de adeptos e críticos ante a curiosa temática.

Por mais que argumentemos, eis uma questão que continuará suscitando acerbas discussões durante muito tempo, até que ela deixe de ter importância. Ainda não é a nossa situação. Falar sobre o carnaval é necessário, pois vivemos a festividade anualmente, com data marcada: a mais comemorada e outras tantas, que se prolongam no decorrer do ano em várias regiões do país e do planeta.

Para que possamos entender melhor o tema, é necessário que percebamos o seu real significado. A par de todas as movimentações de planejamentos e preparativos, ações e zelo – que denotam certa arte e cultura na apresentação de desfiles com seus carros alegóricos e foliões -, somadas as festividades de matizes diversificados, em que grupos se reúnem para comemorações sem medida, não podemos deixar de reconhecer que o carnaval é uma festa espiritual.

O culto à carne evoca tudo o que desperta materialidade, sensualidade, paixão e gozo. O forte apelo do período que antecede, acompanha e sucede o evento ao deus Mamon guarda íntima relação com o conúbio de energias entre os dois planos da vida, o físico e o extrafísico, alimentado pelos participantes, “vivos de cá e de lá”, que se deleitam em intercâmbio de fluidos materialmente imperceptíveis à maioria dos carnavalescos encarnados.

Vivemos em constante relação de intercâmbio, conectando-nos com os que nos são afins pelos pensamentos, gostos, interesses e ações. Sem que nos apercebamos, somos acompanhados por uma “nuvem de testemunhas”, que retrata nossa situação íntima.

Não cabe a análise sob a ótica de proibições ou cerceamento de vontades. Todos somos livres para fazer as escolhas que julgarmos convenientes. Porém, não podemos nos esquecer de que igualmente somos responsáveis, individual ou coletivamente, pelas opções definidas em nossa vida.

O Espiritismo não condena o carnaval, mas, também, não estimula suas festividades. Nesse período são cometidos excessos de todos os graus, com abusos e desregramentos no âmbito do sexo, das drogas, da violência; exageros que extravasam desequilíbrio e possibilitam a atuação de espíritos inferiores que se locupletam com a alimentação de fluidos densos formadores de uma ambiência espiritual de baixo teor vibratório.

Carnaval é, de fato, uma festa espiritual. Porém, eu não quero participar dessa festa. E você?

O espírita verdadeiro pode e deve aproveitar o feriado prolongado para estudar, trabalhar, ajudar aos outros e conectar-se com o Plano Maior da Vida em elevada festividade espiritual que nos faz bem, proporcionando real alegria e plenitude ao Espírito imortal.

Fonte: FEB

24 dezembro 2015


Neste vídeo, Divaldo Franco transmite uma linda mensagem de natal, para todos. O querido Espírita Divaldo explica a simbologia do Natal e enfatiza o grande presente que há nessa data

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04 dezembro 2015

Os atentados terroristas em Paris são como uma febre no organismo social. Dói, incomoda e leva a procurar um remédio. E a febre é apenas o sintoma de um drama de natureza moral e espiritual que nunca esteve tão elevado em toda a história da humanidade terrena. O terrorismo nada mais é que a velha necessidade do homem de anular a diferença para preponderar. No caso, usando a lamentável atitude de violência. O nome desse sentimento é poder.
 
Poder é a coroa de ouro das organizações mais sombrias de todos os tempos. É a mais antiga doença do ser espiritual que faz seu aprendizado nessa escola de provas e expiações onde o egoísmo ainda é soberano.

Uma espessa camada miasmática se forma na chamada psicosfera, a parte astral do planeta mais próxima da matéria física. Esse cinturão de sombras é o resultado dos dejetos mentais da mente encarnada e desencarnada. Culpa, medo, ódio e poder se aglutinam junto a outras matérias mentais formando essa nuvem cinzenta e com vida própria.

A Terra não colhe o fruto indigesto proveniente apenas das cabeças terroristas orientadas pela ganância extremista de grupos de poder. Cada vez que alguém tenta anular a diferença, é uma bomba lançada no fortalecimento desse cinturão de trevas em torno do planeta.

Anular a diferença significa todo ato no qual não se consegue respeitar e reconhecer que o que pertence ao outro é de responsabilidade dele. Existe uma compulsiva e desastrosa necessidade no coração humano de convencer, controlar, mudar, transformar e moldar o outro aos seus modelos de viver. Isso é poder. Isso é terrorismo nos relacionamentos por meio de micro violências.

O terrorismo que explode no Bataclan é o efeito dessa onda miasmática milenar que assola nossa casa planetária. Quando você respeita o outro, quando você reconhece o direito do outro de viver a experiência que lhe convém, quando você percebe que só tem poder real é sobre você mesmo, as relações vão mudar, o mundo começará também a mudar.

Tenham esperança. A febre social em Paris leva todos os continentes a procurarem ajuda na erradicação de suas doenças. Em meio às dolorosas convulsões nasce uma nova ordem que não tardará.

Quer colaborar com esse novo tempo? Comece a desarmar-se. Retire esses explosivos de pretensões e endurecimento na conduta. Liberte-se dessa ânsia de preponderar seja onde for. Melhor que dominar é ser feliz.
 
Contribua com a diminuição do terrorismo no nosso planeta abençoado. Deixe de querer ter razão sempre.

Autor: Maria Modesto Cravo (espirito), amante do Cristo e servidora do bem,
lhes abençoo com paz. 14/11/15.  Psicografia de Wanderley Oliveira.