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07 dezembro 2016

pelo espirito Emmanuel
“Sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e da caridade.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:8.)

Paulo foi infinitamente sábio quando aconselhou a couraça da caridade aos trabalhadores da luz.
 
Em favor do êxito desejável na missão de amor a que nos propomos, em companhia do Cristo, antes de tudo é indispensável preservar o coração.
 
E se não agasalharmos a fonte do sentimento nas vibrações do ardente amor, servidos por uma compreensão elevada nos círculos da experiência santificante em que nos debatemos na arena terrestre, é muito difícil vencer na tarefa que o Senhor nos confia.
 
A irritação permanente, diante da ignorância, adia as vantagens do ensino benéfico.
 
A indignação excessiva, perante a fraqueza, extermina os germes frágeis da virtude.
 
A ira freqüente, no campo da luta, pode multiplicar-nos os inimigos sem qualquer proveito para a obra a que nos devotamos.
 
A severidade demasiada, à frente de pessoas ainda estranhas aos benefícios da disciplina, faz-se acompanhar de efeitos contraproducentes por escassez de educação do meio em que se manifesta.
 
Compreendendo, assim, que o cristão se acha num verdadeiro estado de luta, em que, por vezes, somos defrontados por sugestões da irritação intemperante, da indignação inoportuna, da ira injustificada ou da severidade destrutiva, o apóstolo dos gentios receitou-nos a couraça da caridade, por sentinela defensiva dos órgãos centrais de expressão da vida.
 
É indispensável armar o coração de infinito entendimento fraterno para atender ao ministério em que nos empenhamos.
 
A convicção e o entusiasmo da fé bastam para começar honrosamente, mas para continuar o serviço, e terminá-lo com êxito, ninguém poderá prescindir da caridade paciente, benigna e invencível. 

06 dezembro 2016

Tragédias Coletivas
Constantemente a humanidade é surpreendida por tragédias coletivas. Desde os fenômenos sísmicos às guerras, aos acidentes de várias ordens, demonstrando a fragilidade do ser humano ante as forças da natureza e as suas próprias paixões, que, amiúde, somos convidados a reflexionar em torno da transitoriedade carnal e sobre a continuidade da vida em outra dimensão.

Há poucos dias, um desastre aéreo de lamentáveis consequências feriu dezenas de famílias, ceifando vidas juvenis em plena busca da felicidade. Desejamos referir-nos ao acidente que arrebatou 71 vidas, especialmente de chapecoenses, deixando aflições inomináveis em muitos familiares e amigos.

Os conceitos filosóficos do materialismo diante do infortúnio não conseguem acalmar as ansiedades e as dores dos sentimentos vitimados pelas ocorrências infelizes do cotidiano, provocando, não raro, revolta e desespero.

Algumas correntes religiosas despreparadas para o enfrentamento dos desafios afligentes que ferem a humanidade simplificam a maneira de os encarar, transferindo para a “vontade de Deus” todas as ocorrências nefastas, sem que, igualmente, com algumas exceções, logrem o conforto moral e a esperança nas suas vítimas.

Ao Espiritismo cabe a tarefa urgente de demonstrar que a criatura humana é autora do próprio destino através dos atos que realiza.

A Divindade estabelece leis morais que atuam nas existências, com a mesma severidade que aquele outras que regem o Universo e são inalteradas.

Embora Deus seja amor, o dever e o equilíbrio são expressões desse incomparável amor pelas criaturas.

O sofrimento não é um ato punitivo da Divindade, mas uma resposta da Vida ao comportamento malsão de quem se permite desrespeito aos supremos códigos.

Por intermédio da reencarnação o Espiritismo explica a lógica de acontecimentos tão funestos.

No caso em tópico, segundo a Imprensa, a Anac havia proibido a viagem programada, mas a fatalidade conseguiu uma maneira de atender ao determinismo cármico, mediante o aluguel de uma outra aeronave boliviana. Alguns sobreviventes e outros, que não puderam viajar por uma ou outra razão, foram poupados da terrível provação, por não fazerem parte do grupo comprometido com as Leis divinas.

Provavelmente essas vítimas resgataram antigo débito moral no seu processo evolutivo e foram reunidas para o ressarcimento coletivo, conforme a responsabilidade do conjunto em algum desmando anterior, de existência pregressa.

Hoje, no mundo espiritual, na condição de vítimas das circunstâncias de que não são responsáveis, encontram-se amparados por Espíritos nobres, que os auxiliarão a encontrar a plenitude. Aos seus familiares e amigos, apresentamos a nossa solidariedade.

Divaldo Franco - Professor, médium e conferencista

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 1-12-2016

05 dezembro 2016

e não para a licença para matar
Se não existe nenhum argumento, nenhum preconceito, nenhum elemento de sacralidade na vida humana, nenhuma regra de natureza inviolável, nenhum princípio fundado na dignidade, enfim, nenhuma verdade moral capaz de nos impedir de matar nossos próprios filhos, o que poderá nos impedir de assassinar os nossos idosos, deficientes e doentes?

O aborto é o primeiro passo na direção da consolidação da cultura da morte. Mais alguns passos nessa direção e estaremos eliminando nossos velhos e doentes com a mesma desenvoltura de quem coloca o lixo para fora de casa.

Estou exagerando? Pense nos exemplos que darei neste texto.

A cultura da morte já predomina em países como Holanda e Bélgica, onde idosos e doentes estão cada vez mais na mira de burocratas-assassinos-bem-intencionados que fazem do Estado um instrumento moderno de “correção” dos “erros da natureza” ou “erros de Deus”.

Os defensores da cultura da morte sempre baseiam sua agenda no mais tosco utilitarismo (vide Peter Singer) e apresentam suas propostas como se, generosamente, assumissem o ponto de vista dos que são doentes demais para continuar existindo.

Exterminando os doentes

Na Bélgica, por exemplo, foi institucionalizada a eutanásia sem limite de idade. Ora, “eutanásia sem limite de idade” é simplesmente um nome técnico para infanticídio.

A Bélgica legalizou o direito à eutanásia para adultos em 2002. Em 2014 o Parlamento belga achou por bem ampliar o “direito” à eutanásia para crianças e adolescentes.

Na época 160 pediatras belgas se mobilizaram contra a lei, divulgando uma carta aberta ao Parlamento no qual questionaram, entre outras coisas, como se poderia esperar maturidade de crianças doentes diante da dilema de acabar ou não com a própria vida.

Uma reportagem da época revelou:

Um ponto bastante debatido no país foi como definir se a criança tem discernimento ou não. O texto [da lei] determina uma avaliação do médico responsável e também de um psiquiatra infantil para atestar a maturidade do paciente.

O que os belgas fizeram foi dizer a crianças confusas e em sofrimento “veja, você pode acabar com esse sofrimento quando quiser”. A pergunta que fica é: a eutanásia infantil foi uma demanda das crianças gravemente doentes ou de seus pais?

Um trecho da mesma reportagem dá uma pista:

A enfermeira belga ouvida pela Reuters, Sonja Develter, que já cuidou de cerca de 200 crianças em fase terminal, se opôs à lei. ‘Na minha experiência, eu nunca tive uma criança pedindo para acabar com sua vida’, disse.

Os pedidos de eutanásia muitas vezes vieram de pais que estavam emocionalmente exaustos depois de verem seus filhos lutarem por tanto tempo.

É óbvio que pais aflitos por não poderem mais viver como antes, talvez saudosos da vida social de outrora, projetaram seu egoísmo nos filhos e o reinterpretaram como uma “decisão soberana” de suas crianças ainda imaturas, confusas e em sofrimento.

Exterminando os velhos

Bélgica e Holanda estão na vanguarda da cultura da morte no mundo. Ambos os países começaram com a legalização do aborto e hoje já discutem as propostas mais bizarras que se pode imaginar.

Na Holanda a eutanásia é legal para crianças com mais de 12 anos caso elas tenham “o consentimento de seus pais”. E, como já especulamos acima, a eutanásia infantil interessa muito mais aos pais que cuidam de crianças doentes do que elas mesmas.

Os holandeses deram um passo além e permitiram que familiares de idosos severamente comprometidos pudessem solicitar a eutanásia em nome deles. Uma notícia bizarra da época da aprovação das leis holandesas narrou uma fuga de idosos da Holanda:

A eutanásia não desejada virou o pesadelo dos holandeses, informou a rádio oficial alemã Deustche Welle […] O novo asilo na cidade alemã de Bocholt, perto da fronteira com a Holanda, virou refúgio de muitos holandeses temerosos de que a própria família autorize a antecipação de sua morte.

Segundo a Universidade de Göttingen, 41% dos sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda foram a pedido da família, que queria liberar-se do “incômodo”. 14% das vítimas estavam totalmente conscientes na hora em que foram liquidadas.

De acordo com Eugen Brysch, presidente do Movimento Hospice, a lei deixa os médicos de mãos livres para praticá-la de acordo com a sua própria interpretação do texto legal.

Brysche luta contra a legalização da eutanásia na Alemanha, onde ainda existe um forte tabu que dificulta a agenda da morte, afinal de contas, os nazistas praticaram eutanásia em larga escala contra deficientes físicos e mentais, judeus, ciganos e outras minorias.

“American Eugenics Society” foi um grupo que fez campanha aberta pela eugenia antes da II Guerra nos EUA. Os eugenistas estão entre os fundadores da Planned Parenthood, a famosa organização abortista americana.
“American Eugenics Society” foi um grupo que fez campanha pela eugenia antes da II Guerra nos EUA. Os eugenistas estão entre os fundadores da Planned Parenthood, a famosa organização abortista americana.

O problema do precedente

Depois de legalizar o aborto, a eutanásia e o infanticídio, a Bélgica já não tinha mais como impedir qualquer tipo de precedente, por mais bizarro ou absurdo que fosse.

Uma reportagem de junho deste ano narrou o caso de um jovem belga de 16 anos que pediu autorização para praticar a eutanásia “por não se aceitar gay”:

Sébastien diz ter feito terapia durante 17 anos, além de tomar remédios, e acreditar não ter outra opção. Ele afirma sentir atração por homens jovens e adolescentes e ter traumas de infância.

Por mais absurda que pareça a justificativa, Sébastien pode conquistar seu direito em breve, afinal de contas, “a lei belga estabelece que, para ter direito à eutanásia, os pacientes precisam demonstrar constante e insuportável sofrimento psicológico ou físico” .

É claro que, movidos por compaixão e empatia para com doentes terminais ou vítimas de sofrimento crônico, podemos manifestar simpatia pela descriminalização da eutanásia para adultos, por exemplo. Eu mesmo já tive muita simpatia pela proposta.

Mas, nestes casos, devemos fazer uma simples pergunta: o que vem a seguir?

Pois um fato escapa da nossa atenção quando nos envolvemos em dilemas morais que podem ser resolvidos com mudanças profundas: não existe decisão política isolada e cuja repercussão se encerra em seu próprio tópico.

Na esfera jurídica cada decisão gera uma jurisprudência. Na esfera política, cada decisão produz uma tendência. A eutanásia para adultos na Bélgica, por exemplo, abriu as portas para a eutanásia infantil. Ninguém sabe quais serão os próximos precedentes.

Cada decisão abre precedente para outra decisão. É como se estivéssemos em um labirinto sem fim no qual cada caminho leva a outro caminho desconhecido, e assim por diante.

Todas as decisões em favor da cultura da morte foram baseadas em uma versão moderna da postura filosófica conhecida como utilitarismo, advogada nos nossos dias por Peter Singer. Grosso modo, os utilitaristas defendem que devemos sempre buscar o prazer e evitar o sofrimento, o que é a negação da própria essência da vida.

Peter Singer é um dos líderes do movimento moderno de defesa dos direitos animais, e seu livro “Libertação Animal” é a obra máxima do movimento. Singer defende o fim de uso de animais em pesquisas médicas e, ao mesmo tempo, é estridente defensor da legalização do aborto.

Tudo isso usando critérios utilitaristas.

São portadores dessa esquizofrenia moral que nos pedem para abrir a porta do aborto, sabendo que em seguida abriremos outras portas, e chegaremos ao mundo bizarro sem sofrimento com o qual eles sonham.

Em algum momento a eutanásia autorizada pelo paciente abre as portas para a eutanásia ativa, aplicada por médicos convictos de que sabem o que é melhor para o paciente.

Com o precedente em favor do aborto, o Brasil já deu o primeiro passo na direção da desvalorização da vida e da consolidação da cultura da morte. Se começarmos a matar bebês, o que nos impedirá de matar velhos e doentes?

Nada, absolutamente nada.
 
Fonte: AMERGS

04 dezembro 2016


[…] a criança e o jovem evangelizados agora são, indubitavelmente, aqueles cidadãos do mundo, conscientes e alertados, conduzidos para construir, por seus esforços próprios, os verdadeiros caminhos da felicidade na Terra.

Guillon Ribeiro 

A criança é um Espírito reencarnado, dotado de habilidades desenvolvidas ao longo de suas múltiplas existências, bem como de necessidades em fase de aperfeiçoamento.

A Evangelização no período da infância representa ação relevante e imperiosa, capaz de contribuir com o processo de aprimoramento da criança, considerando-se que:

– Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir os incumbidos de educá-lo (O Livro dos Espíritos, questão 383); e que

– […] o Espírito da piá pode ser muito antigo e que traz, renascendo para a vida corporal, as imperfeições de que se não tenha despojado em suas precedentes existências (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 8, it. 3).

Considerando a criança como ser histórico — herdeiro de experiências pretéritas — e eterno, em constante processo de aprimoramento, o tempo presente mostra-se favorável ao correto investimento na alma infantil, fortalecendo-a para a jornada reencarnatória e apontando roteiros seguros pautados na vivência do amor. Nesse sentido, Amélia Rodrigues 2 alerta-nos que evangelizar é trazer Cristo de volta ao solo infantil como bênção de alta magnitude, convidando a todos para uma ação condizente e coerente com a mensagem cristã.


Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB) Amélia Rodrigues (Mensagem Evangelização: Desafio de Urgência, Divaldo Franco. Terapêutica de Emergência. Ed. LEAL. Salvador: BA, 1983, p. 21 a 25. Fo

03 dezembro 2016



Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

separações afetivas
Aumenta, consideravelmente, em nossa cultura, a separação conjugal, a desunião matrimonial, a indiferença no relacionamento afetivo.

A solidão toma conta das criaturas tornando-as fantasmas atormentados.

Os sonhos de uma afetividade repleta de bênçãos, constituindo uma família harmônica, cedem lugar a verdadeiros ringues domésticos, que culminam em separações lamentáveis.

As facilidades de relacionamentos sexuais descomprometidos, a ausência de pudor que predomina em quase todas as esferas sociais, tornaram o amor descartável, de breve duração e sem maturidade para suportar os desafios existenciais. É surpreendente a ocorrência, quando sucede em uniões aparentemente seguras e estáveis, com existência de longo prazo, apresentando-se como “falta de amor”, desaparecimento da empatia e do interesse afetivo na comunhão conjugal.

Dilaceram-se famílias, criam-se traumas de difícil solução em filhos imaturos que não compreendem os problemas dos pais, nem são devidamente informados, muitas vezes lançados pela imprevidência de um deles contra o outro. E passam a conviver com pessoas estranhas, que substituem provisoriamente aqueles que eram o sustentáculo da sua vida, o amor das primeiras horas, o anjo abençoado dos seus dias.

É certo que uma separação pacífica é muito melhor do que uma convivência litigiosa. A verdade, porém, é outra… As separações nascem, quase sempre, de falsa necessidade de novos parceiros, de prazeres fáceis e ligeiros, de fazer-se parte das redes sociais…

A decadência moral que se avoluma, assustadora, prognostica um futuro sem família, filhos órfãos de pais vivos, desinteressados, uma sociedade sem raízes afetivas, assinalada pelos transtornos afetivos e desajustes emocionais.

Um pouco mais de maturidade psicológica e de amor real poderiam modificar esse comportamento, quando as criaturas se dispam do egoísmo, do direito de posse sobre o outro, dando-lhe o direito de ser humano e agir como tal.

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 03-11-2016

02 dezembro 2016

– Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
– O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.
(O livro dos espíritos, Allan Kardec, questão 880)

Não ao abortoCompreendendo a vida como direito fundamental, a Federação Espírita Brasileira e o Movimento Espírita posicionam-se contrários à legalização do aborto em nosso País.
Em face do desenvolvimento da Ciência, comprova-se o início da vida humana desde o momento da concepção no ventre materno, e não somente quando ocorre o nascimento, como afirmam muitos.
Em 2005, empenhados nesta luta, os ex-presidentes da Federação Espírita Brasileira (FEB), Nestor Masotti; da Associação Brasileira de Magistrados Espíritas (Abrame), Zalmino Zimmermann; e da Associação Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil), Marlene Nobre, entregaram manifestos contra o aborto, sendo recebidos por várias autoridades da Procuradoria Geral da República, Senado, Câmara dos Deputados e Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Na oportunidade, o então presidente da FEB, Nestor Masotti, frisou que o posicionamento do Espiritismo baseava-se nas ciências jurídica e médica, evidenciando, ainda, a necessidade de ampliação do diálogo com a população.
Informe-se, diga não ao aborto e saiba o porquê!

30 outubro 2016

visão do Espiritismo
Todos os anos, na época em que se aproxima o dia de finados, muitas pessoas questionam nós espíritas, querendo saber se devem ou não ir ao cemitério? O Espiritismo é uma doutrina educadora e libertária. Ela não nos proíbe e nem exige nada de ninguém, apenas nos informa em relação as leis da vida e seus mecanismos, para que, depois, cada um faz aquilo que sua consciência permitir ou determinar. 

Nesse sentido, o Espiritismo esclarece-nos quanto aos aspectos mais profundos do entendimento existencial. Considera com muita propriedade que no túmulo não é o lugar que os espíritos moram ou ficam. Dependendo da data do sepultamento, às vezes, nem corpo existe mais ali.

Sabemos com nossa doutrina e com os posicionamentos dos Benfeitores Espirituais, que os espíritos de nossos entes queridos e amigos, assim como todos os demais espíritos, estão muito vivos e ficam, geralmente, à nossa volta com os quais nos acotovelamos todos os momentos. 

Ninguém morre. Deus não tem nenhum filho(a) morto(a). Todos vivem e se não estão materializados conosco estão vivendo em algum lugar nesse imenso Universo, que é a casa do Pai, onde, segundo Jesus, existem muitas moradas.

Cabe a nós espiritualistas, nos libertarmos dos atavismos firmados no período do entendimento da fé cega e, agora, sabedores das verdades espirituais novas, assimilarmos esses conhecimentos e criar novos hábitos para exaltarmos a vida e não a morte das pessoas que amamos e por elas somos amados.

Racionalmente, chegamos a conclusão que o cemitério não é o melhor lugar para os espíritos nos reencontrar e serem homenageados, sobretudo se tiverem recém-desencarnados. A aproximação deles junto do lugar onde estão os seus despojos carnais ainda trarão a eles um desconforto e constrangimento muito grande. Muitos nem suportam ficar ali por perto por muito tempo. 

Existe uma maneira muito singela, amorosa, fraterna que podemos habituar a fazer para que os espíritos familiares e amigos possam sentir lembrados e homenageados por nós, não só em finados, mas todos os dias: uma prece sincera em favor da harmonia, paz e de que estejam felizes ao lado da família espiritual deles. 

Podemos também colocar em nossos lares e/ou local de seu antigo trabalho, um recadinho do coração, uma flor perto de um porta retrato com a foto do desencarnado. Assim sentirão lembrados, amados e fortalecidos por ver que estamos exaltando a vida e não a morte.

Sempre virão ao nosso encontro os espíritos dos nossos parentes e amigos desencarnados? Não! Muitos deles, demoram para aproximar dos entes queridos que ficaram na Terra, pois isso depende das condições espirituais em que se encontram e das possibilidades de vir junto dos familiares e amigos. Outros nem querem vir, pois muitas vezes nossos sentimentos não são sinceros, e o Espírito não se interessa por essa hipocrisia, eles veem muito mais pelo pensamento e sentimento puro.

Sabemos que tudo o que se faz no cemitério, não passa em muitos casos de demonstração de posses materiais. Seja para demonstrar para a sociedade uma atitude de respeito, às vezes desprovida até de sinceridade.

Portanto, todos são livres para fazer o que acham que devem, principalmente sendo de coração aberto e sincero, numa legitima demonstração de amor.

Então. Que tal aprendermos a referendar os nossos mortos-vivos em nossa casa recolhidos com a família e em prece proferida com sentimento? Aproveitar a oportunidade de amor e carinho entre os que ainda estão encarnados para mostrar a harmonia e a fraternidade dos descendentes que possibilitam um sentimento mais elevado ao desencarnado.

Preciso ainda lembrar que muitos espíritos que se encontram no Mundo Espiritual não ligam a mínima para certos fatos que a nós encarnados enche de orgulho, pois, muitos deles, estão acima das nossas conveniências e ilusões terrenas.

Uma pergunta para encerrar nossa reflexão. Quando tu partir desse mundo, onde tu gostaria de ser lembrado e reencontrar com os seus amigos e familiares, no cemitério ou em um lugar que só te inspira boas lembranças?

Então vamos lembrar de nossas almas queridas, exaltando a vida e não a morte.
Fonte:Sesma

14 outubro 2016

Em breve será lançado um novo filme espírita (trailer oficial abaixo) baseado na obra do Espírito Luiz Sérgio, psicografada pela médium Irene Pacheco. Trata-se de "Deixe-me Viver", um dos mais populares romances espíritas.

Luíz Sérgio neste livro, em linhas cruas e dolorosas, o tormento por que passa um abortado; as consequências desastrosas para os que praticam o aborto, seja na qualidade de pacientes, seja na de indutores, executantes ou suas equipes.


03 outubro 2016

Há exatos 216 anos, em outro 3 de outubro, nascia aquele passaria a história como o organizador do Espiritismo: Allan Kardec. 

data de nascimento
Allan Kardec foi o pseudônimo adotado pelo professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido em 3 de outubro de 1804, em Lyon, na França, ele desencarnou em 31 de março de 1869, na cidade de Paris, para realizar a tarefa, missionária, de codificar, isto é, apresentar em livros, metódica, didática e logicamente organizados, comentados e explicados, os postulados da Doutrina Espírita.

Referência: BARBOSA, Pedro Franco. Espiritismo básico. 5a ed. Rio de Janeiro: FEB

04 setembro 2016

Por Divaldo Franco, Professor, médium e conferencista


Rio 2016  - Divaldo
Transcorreu com o brilho esperado a Olimpíada, que se caracterizou pelo desfile contínuo dos campeões dos esportes que deslumbram as multidões. 

O Brasil correspondeu à expectativa e foi mais além desde a apresentação que a todos nos surpreendeu até o momento final. Nada houve que chocasse a opinião mundial, nem mesmo qualquer tentativa de atentado terrorista lhe diminuísse a grandeza.

A polícia realizou o seu mister com o equilíbrio possível e soube agir com elevação nos casos complexos dos comportamentos de alguns atletas irresponsáveis. Alguns dos acontecimentos lamentáveis acontecem em toda parte, porque, infelizmente, pertencem à natureza humana ainda primária, sem a formação ética para os momentos de elevação nacional.

Agora estamos nos dias da Paralimpíada que, lamentavelmente não recebe o mesmo apoio dos veículos de comunicação nem os investimentos necessários para demonstrar a grandeza moral do ser humano, após a vivência de sofrimentos inimagináveis que foram superados. 

Na Olimpíada a beleza do corpo e sua elegância, a audácia e coragem dos atletas chamam a atenção e fascinam. Nada obstante, na Paralimpíada, igualmente há corpos belos e mutilados, reformulados e nobres capazes de ultrapassar os limites impostos pelas tragédias do cotidiano e pelos denominados infortúnios.

Esses heróis, exemplos vivos do poder da vontade, do valor do enfrentamento quase contra o impossível, são dignos de ser aplaudidos e copiados, porquanto não se detiveram no habitual estado de vítimas das circunstâncias, demonstrando que o espírito conduz a matéria. 

As terríveis provações a que foram submetidos pela necessidade da evolução espiritual de maneira alguma impediram-nos de alcançar as metas da existência e continuarem demonstrando que o amor pela arte, pela beleza, pela vida são o objetivo essencial da existência humana.

Todos deveremos aprender a superar as dificuldades existenciais.

Parabéns a esses notáveis desportistas!