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A palavra Páscoa tem  origem em dois vocábulos hebraicos: um, derivado do verbo pasah, quer dizer “passar por cima” (Êxodo, 23: 14-17), outro, traz raiz etimológica de pessach (ou pasha, do grego) indica apenas “passagem”. 

Trata-se de uma festa religiosa tradicionalmente celebrada por judeus e por católicos das igrejas romana e ortodoxa, cujo significado é distinto entre esses dois grupos religiosos.

No judaísmo, a Páscoa comemora dois gloriosos eventos históricos, ambos executados sob a firme liderança de Moisés: no primeiro, os judeus são libertados da escravidão egípcia, assinalada a partir da travessia no Mar Vermelho (Êxodo, 12, 13 e 14). 

O segundo evento caracteriza a vida em liberdade do povo judeu, a formação da nação judaica e  a sua organização religiosa,  culminada com o recebimento do Decálogo ou Os Dez Mandamentos da Lei de Deus (Êxodo 20: 1 a 21). As festividades da  Páscoa judaica duram sete dias, sendo proibida a  ingestão de alimentos e bebidas fermentadas durante o período. 

Os pães asmos (hag hammassôt), fabricados sem fermento, e a carne de cordeiro são os alimentos básicos.

A Páscoa católica, festejada pelas igrejas romana e ortodoxa, refere-se à ressurreição de Jesus, após a sua morte na cruz (Mateus, 28: 1-20; Marcos, 16: 1-20; Lucas, 24: 1-53; João, 20: 1-31 e 21: 1-25). 

A data da comemoração da Páscoa cristã, instituída a partir do século II da Era atual, foi motivo de muitos debates no passado. Assim, no primeiro concílio eclesiástico católico, o Concílio Nicéia, realizado em 325 d.C, foi estabelecido que a Páscoa católica não poderia coincidir com a judaica. 

A partir daí,a Igreja de Roma segue o calendário Juliano (instituído por Júlio César), para evitar a coincidência da Páscoa com o Pessach. Entretanto, as igrejas da Ásia Menor, permaneceram seguindo o calendário gregoriano, de forma que a comemoração da Páscoa dos católicos ortodoxos  coincide, vez ou outra, com a judaica.[1]

Os cristãos adeptos da igreja reformada, em especial a luterana, não seguem os ritos dos católicos romanos e ortodoxos, pois não fazem vinculações da Páscoa com a ressurreição do Cristo. 

Adotam a orientação mais ampla de que há, com efeito, apenas uma ceia pascoal, uma reunião familiar, instituída pelo próprio Jesus (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; Lucas 22:7-13) no dia da Páscoa judaica.[2] Assim, entendem que não há porque celebrar a Páscoa no dia da ressurreição do Cristo.  

Por outro, fundamentados em certas orientações do apóstolo Paulo (1 Coríntios,5:7), defendem a ideia de ser o Cristo, ele mesmo, a própria Páscoa, associando a este pensamento importante interpretação de outro ensinamento  de Paulo de Tarso (1Corintios, 5:8): o “cristão deve lançar fora o velho fermento, da maldade e da malícia, e colocar no lugar dele os asmos da sinceridade e da verdade.[3] Algumas festividades politeístas relacionados à chegada da primavera e à fertilidade passaram à posteridade e foram incorporados à simbologia da Páscoa. 

Por exemplo, havia (e ainda há) entre países da Europa e Ásia Menor o hábito de pintar ovos cozidos com cores diferentes e decorá-los com figuras abstratas, substituídos, hoje, por ovos de chocolate. 

A figura do coelho da páscoa, tão comum no Ocidente, tem origem no culto à deusa nórdica da fertilidade Gefjun, representada por uma lebre (não coelho). As sacerdotisas de Gefjun eram capazes de prever o futuro, observando as vísceras do animal sacrificado.[1]

É interessante observar que nos países de língua germânica, no passado, havia uma palavra que denotava a festa do equinócio do inverno. Subsequentemente, com a chegada do cristianismo, essa mesma palavra passou a ser empregada para denotar o aniversário da ressurreição de Cristo. 

Essa palavra, em inglês, “Easter”, parece ser reminiscência de “Astarte”,  a deusa-mãe da fertilidade, cujo culto era generalizado  por todo o mundo antigo oriental e ocidental, e que na Bíblia é chamada de Astarote. (…) Já no grego e nas línguas neolatinas, “Páscoa” é nome que se deriva do termo grego pascha.[2]

A Doutrina Espírita não comemora a Páscoa, ainda que acate os preceitos do Evangelho de Jesus, o guia e modelo que Deus nos concedeu: “(…) Jesus representa o tipo da perfeição moral que a Humanidade pode aspirar na Terra.”[3] Contudo, é importante destacar: o Espiritismo respeita a Páscoa comemorada pelos judeus e cristãos, e compartilha o valor do simbolismo representado, ainda que apresente outras interpretações.

A liberdade conquistada pelo povo judeu, ou a de qualquer outro povo no Planeta, merece ser lembrada e celebrada. Os Dez Mandamentos, o clímax da missão de Moisés, é um código ”(…) de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso mesmo, caráter divino. (…).”[4] 

A ressurreição do Cristo representa  a vitória sobre a morte do corpo físico, e anuncia, sem sombra de dúvidas, a imortalidade e a sobrevivência do Espírito em outra dimensão da vida.

Os discípulos do Senhor conheciam a importância da certeza na sobrevivência para o triunfo da vida moral. Eles mesmos se viram radicalmente transformados, após a ressurreição do Amigo Celeste, ao reconhecerem que o amor e a justiça regem o ser além do túmulo. 

Por isso mesmo, atraiam companheiros novos, transmitindo-lhes a convicção de que o Mestre prosseguia vivo e operoso, para lá do sepulcro.[5]

Os espíritas, procuramos comemorar a Páscoa todos os dias da existência, a se traduzir no esforço perene de vivenciar a  mensagem de Jesus, estando cientes que, um dia, poderemos também testemunhar esta certeza do inesquecível apóstolo dos gentios: “Fui crucificado junto com Cristo. 

Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo vive em mim.  Minha vida presente na carne, vivo-a no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou a si mesmo por mim”. (Gálatas 2.20)[6]


[1] //pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1scoa
[2] J.D. Douglas. O Novo Dicionário da Bíblia. Pág. 1002.
[3] Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Q. 625, pág.
[4] Idem. O Evangelho segundo o Espiritismo. Cap. I, it. 2, pág. 56.
[5] Francisco Cândido Xavier. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. Cap. 176, pág. 365.
[6] Bíblia de Jerusalém. Pág. 2033.

Referências

BÍBLIA DE JERUSALÉM. Diversos tradutores. São Paulo: Paulus, 2002.
ELWELL, Walter A (editor). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Trad. Gordon Chow. 1ªed. 3ª reimp. Vol. III.  São Paulo: Edições Vida Nova, 2003.
DOUGLAS, J.D. (organizador). O Novo Dicionário da Bíblia. Tradução de  João Bentes. 3ª ed. rev. São Paulo: Vida Nova, 2006.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2ªed. 1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2011.
_____. O Evangelho segundo o Espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1ªed. 1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2008.
XAVIER, Francisco Cândido. Pão Nosso. Pelo Espírito Emmanuel. 1ªed. 3ª reimp. Brasília: FEB Editora, 2012 (Coleção Fonte viva;2)

Fonte: FEB



O método e os meios escolhidos pelo Plano Espiritual para trazer ao Planeta "O Livro dos Espíritos", primeira obra da codificação kardequiana, já foi uma evidência inequívoca de que se tratava de um fenômeno mediúnico absolutamente autêntico, impossível de ser blefado por jovens e ingênuas meninas psicógrafas, que produziam as informações-respostas, a partir de um lápis de pedra amarrado a um cesta de vime, escrevendo, mediante impulso mediúnico, sobre um rudimentar quadro de ardósia, nascendo, assim, "O Livro dos Espíritos"...

Muitos espíritas ainda não sabem que "O Livro dos Espíritos" - o primeiro da codificação de Allan Kardec - foi composto basicamente de forma surpreendente por duas jovens irmãs, médiuns psicografantes, as meninas Caroline Baudin, de 18 anos e Julie Baudin, de apenas 15 anos.

O método de psicografia indireta não poderia ter sido mais rudimentar.  Foi dentro deste contexto histórico que o codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec, encontrou um ex-companheiro de fé, um espírito desencarnado que se identificou simplesmente como Zéfiro. É que o codificador do Espiritismo fora sacerdote de uma antiga filosofia denominada Druída, agora em novo renascimento, na França, sob o nome de Hippolyte Leon Denizard Rivail.

“Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão.” – Jesus. (LUCAS, 13:24.)
Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na “porta estreita” a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.

Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que redime. 

Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a elevará nos caminhos infinitos da vida.

Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e aperfeiçoamento.

Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as “portas largas” por onde transitam as multidões.

Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.

Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes, reclama os serviços dos outros para si.

E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.

Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes requisita o corpo às transformações da morte.

“Ah! se fosse possível voltar!…” – pensam todos.

Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de aprenderem a humildade, a paciência e a fé!… com que transporte de júbilo se devotariam então à felicidade dos outros! …

Mas… é tarde. Rogaram a “porta estreita” e receberam-na, entretanto, recuaram no instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas “portas largas”, volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não conseguem.

“E ele lhes disse: Por que me procuráveis? não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?“ — (LUCAS, capítulo 2, versículo 49.)
O homem do mundo está sempre preocupado pelos negócios referentes aos seus interesses efêmeros.
Alguns passam a existência inteira observando a cotação das bolsas.
Absorvem-se outros no estudo dos mercados.
Os países têm negócios internos e externos. Nos serviços que lhes dizem respeito, utilizam-se maravilhosas atividades da inteligência. Entretanto, apesar de sua feição respeitável, quando legítimas, todos esses movimentos são precários e transitórios. As bolsas mais fortes sofrerão crises; o comércio do mundo é versátil e, por vezes, ingrato.
São muito raros os homens que se consagram aos seus interesses eternos. Freqüentemente, lembram-se disso, muito tarde, quando o corpo permanece a morrer. Só então, quebram o esquecimento fatal.
No entanto, a criatura humana deveria entender na iluminação de si mesma o melhor negócio da Terra, porqüanto semelhante operação representa o interesse da Providência Divina, a nosso respeito.
Deus permitiu as transações no planeta, para que aprendamos a fraternidade nas expressões da troca, deixou que se processassem os negócios terrenos, de modo a ensinar-nos, através deles, qual o maior de todos. 
Eis por que o Mestre nos fala claramente, nas anotações de Lucas: — “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”
“Em seus caminhos há destruição e miséria.” Paulo. (Romanos, 3:16.)
Quando o discípulo se distancia da confiança no Mestre e se esquiva à ação nas linhas do exemplo que o seu divino apostolado nos legou, preferindo a senda vasta de infidelidade à própria consciência, cava, sem perceber, largos abismos de destruição e miséria por onde passa.
Se cristaliza a mente na ociosidade, elimina o bom ânimo no coração dos trabalhadores que o cercam e estrangula as suas próprias oportunidades de servir.
Se desce ao desfiladeiro da negação, destrói as esperanças tenras no sentimento de quantos se abeiram da fé e tece vasta rede de sombras para si mesmo.
Se transfere a alma para a residência escura do vício, sufoca as virtudes nascentes nos companheiros de jornada e adquire débitos pesados para o futuro.
Se asila o desespero, apaga o tênue clarão da confiança na alma do próximo e chora inutilmente, sob a tormenta de lágrimas destrutivas.
Se busca refúgio na casa fria da tristeza, asfixia o otimismo naqueles que o acompanham e perde a riqueza do tempo, em lamentações improfícuas.
A determinação divina para o aprendiz do Evangelho é seguir adiante, ajudando, compreendendo e servindo a todos.
Estacionar é imobilizar os outros e congelar-se.
Revoltar-se é chicotear os irmãos e ferir-se.
Fugir ao bem é desorientar os semelhantes e aniquilar-se.
Desventurados aqueles que não seguem o Mestre que encontraram, porque conhecer Jesus-Cristo em espírito e viver longe dele será espalhar a destruição, em torno de nossos passos, e conservar a miséria dentro de nós mesmos.
Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a.” – Pedro. (I PEDRO, 3:11.)
A indicação do grande apóstolo, para que tenhamos dias felizes, parece extremamente simples pelo reduzido número de palavras, mas revela um campo imenso de obrigações.
Não é fácil apartar-se do mal, consubstanciado nos desvios inúmeros de nossa alma através de consecutivas reencarnações, e é muito difícil praticar o bem, dentro das nocivas paixões pessoais que nos empolgam a personalidade, cabendo-nos ainda reconhecer que, se nos conservarmos envolvidos na túnica pesada de nossos velhos caprichos, é impossível buscar a paz e segui-la.
Cegaram-nos males numerosos, aos quais nos inclinamos nas sendas evolutivas, e acostumados ao exclusivismo e ao atrito inútil, no desperdício de energias sagradas, ignoramos como procurar a tranqüilidade consoladora. Esta é a situação real da maioria dos encarnados e de grande parte dos desencarnados que se acomodam aos círculos do homem, porque a morte física não soluciona problemas que condizem com o foro íntimo de cada um.
A palavra de Pedro, desse modo, vale por desafio generoso.
Nosso esforço deve convergir para a grande realização.
Dilacere-se-nos o ideal ou fira-se-nos a alma, apartemo-nos do mal e pratiquemos o bem possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-la. E tão logo alcancemos as primeiras expressões do sublime serviço, referente à própria edificação, lembremo-nos de que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele, semeando sempre o bem, e que não vale tão-somente desejar a paz, mas buscá-la e segui-la com toda a persistência de nossa fé.
Porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão.” — Jesus. (LUCAS, CAPÍTULO 6, VERSÍCULO 38.)
Para o esquimó, o céu é um continente de gelo, sustentado a focas.
Para o selvagem da floresta, não há outro paraíso, além da caça abundante.
Para o homem de religião sectária, a glória de além-túmulo pertence exclusivamente a ele e aos que se lhe afeiçoam.
Para o sábio, este mundo e os círculos celestiais que o rodeiam são pequeninos departamentos do Universo.
Transfere a observação para o teu campo de experiência diária e não olvides que as situações externas serão retratadas em teu plano interior, segundo o material de reflexão que acolhes na consciência.
Se perseverares na cólera, todas as forças em torno te parecerão iradas.
Se preferes a tristeza, anotarás o desalento, em cada trecho do caminho.
Se duvidas de ti próprio, ninguém confia em teu esforço.
Se te habituaste às perturbações e aos atritos, dificilmente saberás viver em paz contigo mesmo.
Respirarás na zona superior ou inferior, torturada ou tranqüila, em que colocas a própria mente. E, dentro da organização na qual te comprazes, viverás com os gênios que invocas. 
Se te deténs no repouso, poderás adquiri-lo em todos os tons e matizes, e, se te fixares no trabalho, encontrarás mil recursos diferentes de servir.
Em torno de teus passos, a paisagem que te abriga será sempre em tua apreciação aquilo que pensas dela, porque com a mesma medida que aplicares à Natureza, obra viva de Deus, a Natureza igualmente te medirá.
Os impulsos irresistíveis, o receio, o contentamento que surgem com cada dia sem ajoelhar-se às drogas, têm inspirado a criação de páginas virtuais pelos “escravos químicos”. 
 
Há viciados conectados a redes com dezenas de blogueiros que explanam seus dramas para inúmeras pessoas que sofrem das mesmas agruras. 
 
Os históricos gravados nos espaços cibernéticos expõem o progresso de alguns e o desfalecimento de outros. Uma súbita interrupção de comentários na página pelo criador do blog, por exemplo, é explicada como recaída ao vício.

Abonam os especialistas que quando os dependentes químicos compartilham experiências, na web por exemplo, guardam conexão com as mesmas terapias de grupos existentes nos Narcóticos Anônimos (NA) e Alcoólicos Anônimos (AA). (1) 
 
Na verdade, há viciados portadores da ansiedade social, fobia social ou sociofobia (aversão social), razão pela qual não conseguem se expressar em grupo de autoajuda. Por isso os blogs podem amparar dependentes químicos que não conseguem dividir experiências em público. Nesses ciberespaços são comentadas as experiências e as angústias de uns e o triunfo de outros (ex-dependentes).

Muitos blogs igualmente são construídos pelos “codependentes” (expressão empregada para mencionar parentes e familiares que passam a (con)viver em função dos viciados). Os parentes dos adictos, habitualmente adoecem. 
 
Há uma pressão psicológica muito intensa sobre a família, que sobrevive sob constrangimento. Nesse caso, expressar relatos nos blogs pode ajudá-los a desvendar que não são os únicos a passar por esse tipo de situação. Compreenderão que outras famílias convivem com dificuldades semelhadas.

Aproveitando o importante debate sobre o desempenho dos blogs para confabulações entre os dependentes químicos, é oportuno salientar, no contexto, que é mais fácil evitar a instalação do vício do que lutar posteriormente pela sua supressão (como proferem os membros dos AA’s: não há ex-alcoólatra). 
 
A questão assenta raízes profundas na sociedade, animando medidas curadoras e profiláticas nos círculos religiosos, médicos, psicológicos e psiquiátricos, necessitando de imperiosa assistência de todos os segmentos sociais para (talvez) minimizar seus efeitos calamitosos. 
 
Assim, faz-se cogente assentar a questão da dependência química (principalmente a alcoofilia) no foco dos debates públicos. Até porque o problema da consumação das drogas lícitas e/ou ilícitas precisa ser atacado sem trégua, a fim de que sejam encontradas soluções para a complexa epidemia da químio-dependência.

Óbvio que é importante a utilização de um espaço virtual para desabafos sobre as aflitivas lutas contra o vício. Por falar em terapêuticas, existem várias maneiras paralelas de ajuda aos que dependem da droga: tratamento médico, terapias cognitivas e comportamentais, psicoterapias, grupos de autoajuda (Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos etc.).
 
 Na opinião dos especialistas da área, o tratamento do dependente de drogas não requer internação, na grande maioria dos casos, pois as respostas não têm sido favoráveis a que eles apresentem melhora nessas condições de isolamento, distantes do convívio familiar. 
 
Muito pelo contrário, constatam a ineficiência do tratamento nessas condições, com um significativo aumento do consumo a que os dependentes se lançam após saírem da clínica.

Para todo dependente químico existe um tratamento específico. Quando a dependência é única e exclusivamente física, esta é anunciada nas crises de abstinência com reações de menor expressão, e a cura é relativamente fácil. Porém, quando a dependência é psicológica, as reações são bem mais agressivas e a cura requer muito mais tempo. Daí a necessidade da compaixão, da renúncia e do irrestrito afeto familiar.

Apresentando ao tema uma abordagem espírita, compreendemos que muitos que desencarnam sob o guante da dependência química permanecem presos ao vício nas deprimidas regiões do além-tumba. Normalmente tais infelizes seres acoplam-se aos seus afins (os usuários de drogas encarnados), imantando-se aos seus perispíritos a fim de sugar as emanações perniciosas derivadas do consumo das drogas.

As energias deletérias dos viciados do além podem, em longo prazo, causar nos viciados encarnados distúrbios orgânicos graves, tais como: câncer de pulmão, problemas no fígado, no aparelho circulatório, no sangue, no sistema respiratório, no cérebro e nas células, principalmente as neuronais (2), devido ao enfraquecimento dos centros vitais do viciado, ainda encarnado. 
 
Portanto, os efeitos destruidores dessa subjugação são tão intensos que extrapolam os limites do organismo físico da vítima de “cá”, alcançando e danificando substancialmente o equilíbrio e a própria funcionalidade do seu perispírito.

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec indagou à Espiritualidade se o homem poderia, pelos seus próprios esforços, vencer suas inclinações más. Os Espíritos, de maneira objetiva, responderam afirmativamente, esclarecendo que “o que falta nos homens [sobretudo os dependentes químicos] é a força de vontade e a legítima fé em Deus.”(3)

Pelo exposto, sugerimos a todos os sobrepujados pelos vícios (de “cá” e do “além”) o estudo e o exercício do bem, tendo como roteiro os códigos do Evangelho de Jesus. Rememoremos que Ele mesmo disse: “vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” (4)
 
 
Referencias:
 
(1)    Disponível em http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/em-blogs-viciados-em-drogas-relatam-hist%C3%B3rias-e-medos, acessado em 19/02/2013.
(2)    Os neurônios guardam relação íntima com o perispírito, segundo André Luiz em “Mecanismos da Mediunidade”.
(3)    Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1977.
(4)    Mateus 11:28-30
Nesta segunda-feira (10/03), a partir das 19h, o Centro Espirita Luz da Esperança de São Francisco está de volta às suas atividades regulares. 

Atendimentos do CELE

Aberto ao Público (sem necessidade de agendamento e indicação) 

Triagem - SEG e SEX (19h) - TER e QUA (13:30h e 19h) Palestra - SEG e SEX (20h) - TER, QUA e QUI (14h e 20h) Passe Individual - SEX (20h) - TER (14h e 20h)
Passe Coletivo - SEG, TER e SEX (20h) - QUA (14h e 20h) - DOM quinzenais para os pais acompanhando os filhos na Evangelização.

Triagem: Grande parte das pessoas que procuram o centro espírita pela primeira vez o fazem em busca de algum tipo de auxílio. Poucas são as que vão como acompanhantes, para conhecer o Espiritismo ou até mesmo por curiosidade para saber como é uma casa espírita. Desta forma, o CELE criou a Triagem com o objetivo de fazer o primeiro contato com as pessoas e famílias assistidas, de modo a sentir os seus problemas e, assim, encaminhá-los aos atendimentos mais adequados do Centro Espírita.

Trabalhos Agendados (atendimento por ordem de chegada)

Cabine de Saúde - SEG e SEX (20h) - QUA (14h e 20h)

Trabalhos Agendados com indicação (atendimento por ordem de chegada)

Orientação Espiritual - SEG e SEX (20h) - QUI(14h) Passe Magnético - SEX (19h) - TER (14h e 19h) Apometria - QUA (20h) Desobsessão Coletiva - QUI (14h e 20h) Desobsessão Especial - QUI (14h e 20h) Regressão Espiritual - Na última sexta-feira de cada mês (20h) Grupos de Estudo - Todos os dias (20h) - QUA e QUI (15h) - SAB (9h30min e 14h30min) Grupos de Extensão - SAB quinzenais (14h30min) Escola de Médiuns - SAB quinzenais (9h ou 14h) e QUI (15h15min)

Para crianças e adolescentes (informações e inscrições na secretaria) 

Evangelização e palestra - DOM quinzenais (10h)

Qualquer informação extra poderá ser solicitada na secretaria pelo telefone (51) 3315.2636 ou pelo e-mail cele@cele.com.br
A violência, em suas mais variáveis expressões, tem assumido lugar de destaque na sociedade. Jamais houve tanto embate, tanta exclusão social e tanta multiplicidade de ideias. Onde identificar as origens de tanta brutalidade? Com tantos recursos tecnológicos e a sociedade sofre com esta tensão constante onde cada um se sente ameaçado. 

Um planeta que oferece intensas dicas de que a extinção da espécie humana será possível, se não buscarmos desenvolvimentos autossustentáveis.
 
Inquestionavelmente, o avanço científico tem suscitado, em longo prazo, benefícios aos países industrializados e, ultimamente, para os países “em desenvolvimento”. As experiências da genética, das clonagens, das células-tronco, da cibernética, das conquistas espaciais, do uso do raio laser, das fibras óticas, dos supercondutores, dos microchips, da nanotecnologia são fascinantes. 

Jamais houve tanta possibilidade de conquista do bem estar, da moradia, da educação e de alimento para todos. Nada obstante, nunca existiram tantos cidadãos desabrigados (sem-teto), famintos e, sobretudo, desprovidos de educação. Notamos, pois, os paradoxos da hegemonia tecnológica, ao mesmo tempo em que somos abatidos diante da fome, da dengue hemorrágica, da febre amarela, da tuberculose, da AIDS e de todos os tipos de drogas.

As condições psicológicas de grandes contingentes de encarnados, alimentadores do quimérico ideal do “estar bem financeiramente”, “ganhar robustos salários” e “trabalhar para enriquecer”, permanecem no caleidoscópio íntimo daqueles que ignoram os valores espirituais. 

Observamos a inversão de quase todas as conquistas morais. A ansiedade descomedida, encapsulada no egocentrismo, tem acirrado a falência moral de muitos indivíduos desprevenidos. As anomalias morais nas expressões de desordem e de brutalidade são nítidos indicativos de declínio moral dessa massa humana.

O homem contemporâneo articula meios para a conquista da paz produzindo armas de fogo; almeja resolver as aberrações sociais patrocinando a construção de penitenciárias e prostíbulos. 

Entroniza a pujança da razão sem recorrer ao suporte da fé em Deus, motivos esses suficientes para que se aniquile ante o duelo entre o “ser” e o “ter”. A coeva situação de violência, maldade, injustiça e opressão dos poderosos sobre os fracos, tanto em nível individual, como em instituições e países, certamente terá que ceder lugar a uma NOVA ERA de paz, harmonia, fraternidade e solidariedade.

Apesar das controvérsias, e longe de um otimismo surreal, reconhecemos existir encarnados que com simples atos fazem a diferença na sociedade! Em tais pessoas identificamos a tendência altruística que já paira sobre alguns agrupamentos sociais. É o ser humano em processo de aperfeiçoamento. 

Os Espíritos afirmam que os tempos são chegados, e a regeneração é um fato. Em que pese existir delinquência, guerra, fome, miséria, descrença na Terra, não ignoramos que há um número cada vez maior de pessoas que sofrem pelos outros, que pranteiam o choro do semelhante e que se empenham firmemente em realizar algumas coisas para além de si mesmas.

Lamentavelmente as reportagens, os documentários, os telejornais, as mídias enfim, não destacam, ou raramente dão espaço para noticiar as práticas desses abnegados cristãos. Apesar de seu anonimato, essas pessoas existem; estão entre nós e já são numerosas, graças a Deus! Quem tem sensibilidade para identificá-las perceberá que não são santarrões ou apóstolos dissimulados, não ostentam necessariamente rótulos religiosos; pelo contrário, são pessoas “comuns”. 

Todavia já se destacam na qualidade das ações, dos ideais, dos sentimentos em bases de fraternidade e solidariedade. O Evangelho explica que são esses os sentimentos estruturais dos mundos em regeneração.

Por oportuno, vale lembrar, mormente aos espíritas, que não adianta frequentar um Centro Espírita, cumprir rigorosamente os compromissos estatutários da instituição, fazer palestras arrebatadoras etc., etc., etc., para ser um bom cidadão. 

Os Benfeitores do Além advertem que o verdadeiro espírita (aquele que contribui com a efetiva transformação social) é aquele que pratica a lei da Justiça, do Amor e da Caridade na sua maior pureza. Nesse sentido, estejamos cônscios de que não será o “rótulo” de espírita cristão que terá algum valor nesse desígnio, mas o bem praticado desinteressadamente em favor de alguém.

Hoje, em que todas as conquistas do progresso se submerjam nas intransigências, o Evangelho Segundo o Espiritismo é a poderosa resposta para as questões sociais, por significar a Mensagem de Jesus rediviva que as religiões textualistas tentam sepultar nos interesses mercantis e no concerto leviano de seus partidários.

Recompondo os ensinos de Jesus para o homem e elucidando que os valores verdadeiros da criatura são os que resultam da consciência e do coração. 

O Espiritismo reafirma a verdade de que a cada homem será dado de acordo com seus merecimentos, no empenho pessoal, dentro da aplicação da lei do trabalho e do bem, razão pela qual representa o melhor antídoto dos venenos sociais atualmente espalhados no mundo pelas filosofias políticas do contrassenso e da cobiça colossal, restaurando a verdade e a concórdia para os corações, conforme doutrinam os Espíritos da Codificação.

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Este é blog do Centro Espirita Luz da Esperança de São Francisco de Assis, voltado ao atendimento espiritual a luz da Doutrina Espirita codificada por Allan Kardec. Estamos Localizado em Porto Alegre/RS.

Atendemos também à distância nossos irmãos menores, os animais, assim como fazia nosso mentor espiritual São Francisco de Assis. Para maiores esclarecimentos sobre como proceder o auxilio, visite nossa página http://www.cele.com.br

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